As principais diferenças de Assassin’s Creed Black Flag Resynced em comparação ao original
Após mais de 10 anos, muita coisa mudou nos mares do Caribe. Confira o que esperar do game no texto de acesso antecipado do Jornal dos Jogos.
Treze anos depois de colocar milhares de jogadores para cantar Leave Her, Johnny enquanto cruzavam o Caribe, Assassin’s Creed Black Flag voltou em uma versão totalmente refeita. Mas apesar de manter a essência da aventura de Edward Kenway, Assassin’s Creed Black Flag Resynced vai muito além de um simples banho de tinta: a Ubisoft aproveitou a oportunidade para modernizar praticamente todos os sistemas do jogo.
O Jornal dos Jogos já está testando Black Flag Resynced antecipadamente, mas, como de costume, um embargo não permite que a gente saia falando igual um marinheiro bêbado sobre o que achamos. No entanto, já podemos trazer um pouco do que vimos antes do dia 8 de julho, quando a review completa será lançada.
Estamos testando o game no Xbox e também revisitamos o título original, graças ao Xbox Game Pass Ultimate, para comparar as duas versões lado a lado. A seguir, reunimos as principais mudanças encontradas até agora para quem está curioso para saber o que realmente mudou — e o que continua exatamente como os fãs lembram.
Gráficos foram totalmente refeitos
A mudança mais evidente, como esperado, está no visual. Black Flag Resynced foi reconstruído na versão mais recente da Ubisoft Anvil Engine, abandonando completamente a tecnologia utilizada em 2013.
Na prática, isso significa cenários mais detalhados, iluminação dinâmica, vegetação mais densa, modelos faciais reconstruídos e texturas de alta resolução. Além da parte gráfica, praticamente todas as animações receberam mudanças, deixando movimentação, escaladas e combates mais naturais.


As imagens acima dão uma ideia de o que esperar dos visuais. Os prints foram capturados logo no começo do jogo, exibindo um pouco das diferenças entre a versão original, da esquerda, e Resynced, ambos rodando no Xbox Series X.
Combate está mais rápido e exige mais atenção
Além do visual, a ação de Resynced está diferente. Quem jogou o Black Flag original sabe que vencer batalhas normalmente era uma questão de esperar o contra-ataque aparecer.
Em Resynced, isso mudou bastante. O combate ganhou um “banho de loja” baseado nas iterações mais recentes da franquia, trazendo mecânicas que vimos em outros títulos recentes. Entre as novidades estão:
sistema de parry modernizado e com cores, similar a jogos como AC: Mirage;
combos mais rápidos e execuções encadeadas;
inimigos que reagem aos ataques repetitivos;
animações mais fluidas e finalizações mais trabalhadas.
A Hidden Blade também segue presente, mas ela deixa de funcionar como arma de combate tradicional. Agora ela fica restrita às eliminações furtivas e a momentos específicos da campanha.
Mudanças no parkour e movimentação
A movimentação também recebeu um upgrade. Edward continua escalando praticamente qualquer casebre ou árvore do Caribe, mas agora conta com recursos que não existiam no jogo original.
A lista de novidades inclui saltos livres e novos movimentos de parede (wall ejects), permitindo criar rotas mais criativas durante a exploração. A sensação geral é de que o personagem responde mais rapidamente aos comandos, reduzindo aquela “pesada” característica dos jogos antigos da série.
Basicamente, a Ubisoft aplicou o que está vigente nos jogos modernos dentro da movimentação de Black Flag.
Missões de perseguição estão diferentes
Se existe uma mudança que praticamente todo fã comemorou, foi essa. As famosas missões de seguir alvos — um dos aspectos mais criticados do jogo de 2013 — continuam existindo, mas funcionam de forma completamente diferente.
Antes, bastava ser visto uma única vez para receber uma tela de falha. Agora, caso Edward seja descoberto, a missão continua normalmente. O alvo pode fugir, reagir ou obrigar o jogador a encontrar outra forma de concluir o objetivo, tornando essas sequências mais naturais.
O navio Gralha recebeu novos sistemas
O navio de Edward, chamado de Gralha, continua sendo uma das estrelas da aventura, mas agora ganhou diversas novidades. As principais mudanças incluem:
três novos oficiais recrutáveis;
habilidades exclusivas para cada oficial;
melhorias inéditas que podem ser obtidas durante o decorrer da história;
modos secundários de disparo dos canhões;
novas opções de personalização.
Os já mencionados novos oficiais também possuem missões próprias, adicionando algumas horas extras de conteúdo à campanha.
Exploração do Caribe
Na parte do gameplay, a Ubisoft também ampliou diversas atividades espalhadas pelo mapa. As áreas submarinas foram expandidas e oferecem mais liberdade para exploração, enquanto o sistema climático agora interfere diretamente na navegação, tornando tempestades muito mais assustadoras e realistas.
Outra novidade curiosa é a possibilidade de adotar animais para acompanhar Edward durante as viagens. Até o momento, gatos e macacos já foram confirmados — com os animais aparecendo dentro do navio, ao lado do capitão.
História ganhou conteúdo inédito
Falando em campanha, a narrativa principal permanece praticamente a mesma, mas alguns personagens receberam mais espaço. Como anunciado pela Ubisoft, Barba Negra e Stede Bonnet ganharam novas missões e trechos inéditos da narrativa, aprofundando a participação dos dois na aventura.
Além disso, foram adicionadas cenas inéditas focadas na jornada pessoal de Edward Kenway, expandindo alguns momentos importantes sem alterar a estrutura da história original. Algumas sequências orquestradas também foram modernizadas com novos momentos, como o início do jogo.
Nada de Abstergo na história
Uma das maiores mudanças narrativas acontece justamente fora do passado. As tradicionais sequências ambientadas na Abstergo Entertainment foram completamente removidas.
No lugar delas entram novas experiências chamadas de “What If?” Rifts, cenários opcionais que exploram versões alternativas dos acontecimentos e diferentes possibilidades envolvendo Edward e outros personagens da franquia. A ideia é manter a conexão com o Animus sem interromper constantemente a aventura principal no Caribe.
Essas mudanças também aparecem logo no menu do game, que agora traz um a integração com os títulos mais recentes da franquia. Basicamente, Black Flag deixa de ser um jogo da velha guarda para se tornar um título integrado com os games da nova geração de Assassin’s Creed.
Multiplayer e expansão afundam no mar
Além da história do futuro, mais dois itens ficam pelo caminho. Black Flag Resynced abandona completamente o modo multiplayer presente na versão de 2013 para dar mais ênfase no jogo solo.
Além disso, o remake também deixa de incluir Freedom Cry, expansão estrelada por Adéwalé, concentrando todos os esforços na história principal de Edward. A Ubisoft diz que a quantidade extra de história vai compensar as ausências, mas vamos descobrir isso mais para frente, na review completa.
Mudanças de qualidade de vida
Por fim, Resynced também conta com ajustes menores, mas que valem menção. O jogo conta com alterações de “qualidade de vida” que tem como objetivo modernizar a experiência geral do gameplay. O pacote de novidades inclui:
ausência de telas de carregamento ao entrar nas grandes cidades;
HUD personalizável;
novas canções marítimas durante a navegação;
destruição de elementos do cenário;
clima mais dinâmico;
animações refeitas do zero;
melhorias na iluminação e nos efeitos de materiais.
Isoladamente, essas mudanças podem parecer discretas. Somadas, porém, deixam Black Flag Resynced muito mais próximo dos padrões atuais da franquia.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega em 9 de julho
Mesmo mantendo cerca de 90% da estrutura do clássico de 2013, Black Flag Resynced consegue entregar uma experiência bastante diferente graças às melhorias de jogabilidade, combate, movimentação e apresentação técnica. O objetivo claramente não foi reinventar um dos Assassin’s Creed mais queridos pelos fãs, mas atualizar aquilo que envelheceu menos bem ao longo da última década.
Ainda estamos explorando o Caribe antes do fim do embargo e traremos mais novidades em 8 de julho, um dia antes da estreia oficial. Mas uma coisa já dá para dizer: quem conhece Black Flag vai encontrar uma aventura extremamente familiar, mas com uma roupagem moderna.
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