Como funcionam as dificuldades de Resident Evil Requiem? Entenda qual escolher
Estamos jogando Resident Evil Requiem! Confira um guia para escolher a melhor dificuldade para o seu gameplay
Escolher a dificuldade certa em Resident Evil Requiem não é só uma questão de ego gamer — é o que vai definir se sua primeira campanha será um passeio tenso por corredores escuros ou um verdadeiro teste de nervos (e de controle).
A Capcom trouxe opções que mudam bastante o ritmo, o gerenciamento de recursos e até a forma como você salva o progresso. Entre modos mais acessíveis e desafios liberados após terminar o jogo, cada configuração altera elementos importantes da experiência, incluindo o uso de Ink Ribbons e frequência de autosaves.
A Capcom enviou uma chave para o Jornal dos Jogos analisar Requiem, e enquanto jogamos, a ideia é preparar alguns guias para ajudar os nossos leitores. Abaixo, explicamos como funciona cada dificuldade de Resident Evil Requiem e qual escolher na sua primeira (ou segunda, ou terceira) jornada.
Quantas dificuldades existem em RE: Requiem?
Você pode encarar os sustos de Resident Evil Requiem em quatro diferentes dificuldades:
Casual
Padrão (Moderno)
Padrão (Clássico)
Insano
Casual: a forma mais tranquila de encarar o horror
O modo Casual é a porta de entrada para quem não tem tanta familiaridade com jogos de tiro em terceira pessoa ou simplesmente quer focar mais na narrativa do que na tensão do combate. Aqui, o jogador conta com um sistema de auto-aim mais poderoso, facilitando bastante os confrontos.
Os inimigos têm menos vida e causam menos dano, o que reduz consideravelmente o risco de morrer em encontros comuns. A estrutura de puzzles e a localização de itens permanecem as mesmas dos modos Standard, então você não “perde conteúdo”, apenas enfrenta menos pressão.
Outro ponto importante: não há preocupação com Ink Ribbons, e os autosaves são frequentes. Isso significa menos punição por erros e menos necessidade de repetir trechos longos. É a experiência mais acessível possível — e não há vergonha nenhuma nisso.
Padrão (Moderno): equilíbrio entre tensão e fluidez
O modo Padrão (Moderno) é o que muitos jogadores vão reconhecer como o “padrão atual” da franquia, especialmente quem vem de títulos recentes como Resident Evil 4. Aqui, os inimigos oferecem ameaça real, mas ainda dentro de um equilíbrio confortável.
Você precisa administrar munição e cura, mas sem o nível extremo de restrição dos modos mais clássicos. Tanto Grace quanto Leon conseguem lidar com a maioria dos inimigos sem que cada confronto vire um mini-chefe.
Assim como no Casual, não há necessidade de usar Ink Ribbons para salvar. Os checkpoints automáticos continuam relativamente generosos. Para quem quer sentir a tensão tradicional da série sem sofrer demais com gerenciamento rígido de salvamento, essa é a escolha mais recomendada na primeira campanha.
Padrão (Clássico): a volta das Ink Ribbons e da pressão constante
Já o modo Padrão (Clássico) mantém praticamente o mesmo posicionamento de itens, puzzles e força dos inimigos do Moderno, mas adiciona um detalhe que muda tudo: o retorno das Ink Ribbons.
Jogando com Grace, é necessário gastar uma Ink Ribbon para salvar manualmente nas máquinas de escrever. Além disso, existem Ink Ribbon Tins, que podem ser convertidas em Ink Ribbons usando recursos específicos. Autosaves são bem mais raros, o que aumenta a tensão a cada saída da sala segura.
O grande desafio aqui não é apenas sobreviver aos combates, mas administrar o inventário limitado enquanto carrega itens essenciais para salvar o progresso. Para veteranos da franquia que sentem falta da pressão dos jogos clássicos, esse modo oferece uma experiência muito mais estratégica — e punitiva.
Insano: o verdadeiro teste pós-game
O modo Insanity é desbloqueado após concluir a campanha e não é recomendado para iniciantes. Aqui, a proposta é clara: você já terminou o jogo, agora prove que realmente domina cada sistema.
Os inimigos causam dano massivo — alguns ataques podem consumir mais da metade da vida de Leon. O número de criaturas em certas áreas aumenta, a resistência delas também, e alguns itens mudam de lugar. Até combinações de cofres podem ser alteradas, impedindo que você use a memória como atalho.
Além disso, há alterações no comportamento dos inimigos: recuperação mais rápida após atordoamento, maior chance de mutações e ataques agarrados com potencial de morte instantânea. O jogo espera que você use recompensas desbloqueadas na loja de conteúdo especial, como armas bônus e melhorias permanentes.
O que realmente muda entre as dificuldades?
Ou seja, resumindo, em Resident Evil Requiem, as dificuldades afetam diversos fatores, não é só uma questão de “inimigos mais fortes”.
Frequência de autosaves
Necessidade de Ink Ribbons
Dano recebido e causado
Quantidade e posicionamento de inimigos (principalmente em Insanity)
Localização de itens e recompensas
Pressão sobre gerenciamento de inventário
A escolha altera o ritmo do jogo, a tensão das explorações e até a forma como você planeja cada sala antes de abrir a próxima porta. Logo, vale a pena ter cautela no primeiro gameplay.
Qual dificuldade escolher na primeira jogatina?
Para iniciantes na franquia, Casual é a opção mais confortável. Já para quem tem alguma experiência com survival horror, o Padrão Moderno oferece o melhor equilíbrio entre desafio e fluidez. Se você curtiu RE4 Remake, mas não quer passar aperto, essa é a dificuldade certa.
Já veteranos que gostam de tensão clássica e gerenciamento de recursos mais rigoroso devem considerar o Padrão Clássico. Ele mantém o combate equilibrado, mas adiciona aquela camada estratégica que transforma cada salvamento em uma decisão importante.
O modo Insano, por sua vez, é praticamente um “desafio”. Se você zerou em qualquer outro modo e acha que aguenta o tranco, pode ser uma pedida interessante para platinar o jogo e, também, garantir uma experiência hardcore com Leon e Grace.
Em Resident Evil Requiem, a dificuldade não é só um número no menu, pois redefine o peso das decisões, a tensão da exploração e o ritmo da campanha. Se a ideia é curtir a história sem tanto estresse, não hesite em escolher modos mais tranquilos e depois explorar o game em dificuldades mais altas.
Afinal, o importante é se divertir — e sobreviver aos novos terrores criados pela Capcom.




