Depois de conquistar os jogadores com Control e transformar fenômenos paranormais em desculpa para jogar objetos na cabeça dos inimigos, a Remedy Entertainment está pronta para voltar ao seu universo mais esquisito. Control Resonant é um dos projetos mais ambiciosos do estúdio até agora.
O título promete ampliar consideravelmente a escala da franquia, trocando boa parte dos corredores da Oldest House por uma Manhattan muito maior, mais aberta e igualmente cheia de coisas que provavelmente não deveriam estar acontecendo. A sequência também quer fazer algo bastante interessante: mudar a perspectiva sem abandonar a essência da série.
Um dos lançamentos mais aguardados de 2026, o game promete levar a série da Remedy para uma nova direção, com Dylan Faden como protagonista. Em vez de acompanhar Jesse Faden novamente, o jogador assumirá o controle de seu irmão, que será colocado no centro de uma nova crise sobrenatural enquanto procura pela irmã e tenta lidar com uma ameaça extradimensional que tomou conta do coração de Nova York.
A seguir, confira tudo que encontramos de importante sobre Control Resonant e tudo que você precisa saber antes de jogar
O que é Control Resonant?
Control Resonant é um RPG de ação desenvolvido e publicado pela Remedy Entertainment e funciona como sequência direta de Control, lançado em 2019. O novo jogo mantém o universo paranormal da franquia, mas aposta em uma estrutura maior, mais exploração e um sistema de combate que dá mais espaço para ataques corpo a corpo, habilidades e diferentes formas de enfrentar os inimigos.
A história acompanha Dylan Faden, irmão de Jesse, que foi apresentado no primeiro jogo como uma figura importante para entender o passado da protagonista. Agora, depois de passar anos em confinamento pelo Federal Bureau of Control (FBC), Dylan é libertado para ajudar a organização a enfrentar uma nova ameaça que escapou de seu controle.
O protagonista acaba envolvido em uma invasão de entidades hostis que tomou conta de Manhattan e, ao mesmo tempo, parte em busca de Jesse. A Remedy descreve os dois jogos como experiências que funcionam individualmente, quase como dois lados diferentes da mesma família.
O diretor criativo Mikael Kasurinen explicou que os jogos são como “irmãos”, cada um com sua própria personalidade e abordagem, mas compartilhando o mesmo universo e a mesma família no centro da história. Por isso, não será necessário jogar Control antes de Resonant para entender a nova aventura.
A história de Control Resonant
Dylan Faden será o protagonista desta vez, colocando o personagem em uma posição completamente diferente daquela que ocupava no primeiro Control. Se antes ele era uma peça misteriosa da história de Jesse, agora será o jogador quem descobrirá o mundo através de seus olhos.
Depois de ser libertado pelo FBC, Dylan terá que ajudar a organização a conter uma entidade extradimensional que tomou conta do centro de Manhattan. O problema é que a missão rapidamente se transforma em algo muito maior, envolvendo também a procura por Jesse e novas manifestações paranormais espalhadas pela cidade.
A história também pretende mostrar um lado diferente do FBC. Como a aventura não ficará presa dentro da Oldest House, será possível acompanhar como a organização atua no mundo exterior e como seus procedimentos afetam pessoas comuns que vivem em meio ao caos.
A Remedy também promete histórias que não estão diretamente ligadas ao FBC. Isso significa que Manhattan não será apenas um cenário gigante para Dylan bater em criaturas sobrenaturais, mas também um espaço para conhecer diferentes personagens e descobrir como o fenômeno paranormal está transformando a cidade.
Como funciona o gameplay de Control Resonant?
Uma das maiores mudanças está justamente na jogabilidade. Control Resonant deixa de ser um jogo de tiro em terceira pessoa mais tradicional e assume uma estrutura de RPG de ação, com maior foco em exploração, combate corpo a corpo, habilidades e liberdade para o jogador decidir como enfrentar os desafios.
Dylan terá como principal arma a Aberrant, capaz de mudar de forma e assumir diferentes tipos de armamento. A ideia é fazer com que o equipamento acompanhe diferentes situações de combate, permitindo variar as estratégias em vez de depender sempre do mesmo tipo de ataque.
O combate corpo a corpo também terá um papel muito maior. A Remedy quer aproveitar as habilidades sobrenaturais de Dylan e o ambiente ao redor para criar confrontos mais dinâmicos, enquanto as novas áreas de Manhattan acrescentam uma dimensão vertical importante à experiência.
Segundo a equipe de desenvolvimento, o jogador poderá alternar constantemente entre ruas, telhados e áreas subterrâneas. Na prática, isso significa que Dylan terá ainda mais oportunidades para se movimentar pelo cenário durante as batalhas e explorar a cidade de maneiras diferentes.
Control Resonant é um mundo aberto?
Apesar de apresentar uma Manhattan muito maior e mais aberta que a Oldest House, Control Resonant não será um jogo de mundo aberto tradicional. O designer-chefe de gameplay Sergey Mohov explicou que o projeto conta com “grandes zonas distintas e expansivas”, recheadas de atividades secundárias, encontros escondidos e descobertas opcionais.
A proposta é oferecer liberdade sem transformar o jogo em um mapa gigantesco coberto por ícones. Essa estrutura também permite que a Remedy trabalhe melhor com a ambientação.
Em vez de simplesmente seguir uma linha reta, o jogador poderá observar pontos de interesse à distância, descobrir acontecimentos estranhos e decidir quais situações merecem uma investigação mais cuidadosa. E, conhecendo Control, é melhor desconfiar de qualquer lugar que pareça particularmente tranquilo.
Manhattan é o novo grande cenário
A mudança para Manhattan é uma das maiores apostas da sequência. Enquanto o primeiro Control utilizava a Oldest House como praticamente um personagem por si só, Resonant terá uma cidade inteira para explorar, com ambientes internos e externos muito mais variados.
A designer de níveis Anne-Marie Grönroos explicou que a equipe passou a trabalhar com áreas abertas maiores e mais frequentes, permitindo que determinados pontos de interesse possam ser vistos de longe. Muitos deles estão relacionados a situações paranormais, então o próprio horizonte pode servir como um convite para descobrir o que está acontecendo.
A cidade também cria um contraste importante entre o cotidiano e o sobrenatural. Ver uma manifestação paranormal no meio de um escritório estranho é uma coisa; encontrar o mesmo tipo de absurdo no meio de uma rua movimentada de Nova York é outra história.
A verticalidade também ganhou importância. Dylan poderá circular entre ruas, prédios e telhados, criando uma experiência que, segundo a própria Remedy, faz o protagonista parecer ainda mais um super-herói do que Jesse parecia no primeiro jogo.
Mais liberdade e elementos de RPG
A Remedy quer aumentar a sensação de agência em Resonant sem abandonar aquilo que tornou Control especial. O estúdio descreve a sequência como uma evolução natural da série, mantendo o foco em narrativa e espetáculo enquanto acrescenta mais exploração e elementos de RPG.
As grandes áreas poderão esconder missões secundárias, encontros opcionais e diferentes descobertas. O jogador também terá mais possibilidades para decidir como avançar, principalmente por causa da variedade de habilidades e formas de combate de Dylan.
A ideia é que Control Resonant seja mais flexível sem perder a identidade estranha e cinematográfica da franquia. Ou seja: mais liberdade para o jogador, mas ainda com aquela sensação de que a Remedy pode colocar uma parede falante no caminho a qualquer momento.
Preciso ter jogado Control para entender Resonant?
Quem nunca jogou Control não precisa necessariamente correr para terminar o primeiro jogo antes do lançamento de Resonant. A Remedy afirma que as duas aventuras foram pensadas para funcionarem como experiências independentes.
Mikael Kasurinen explicou que cada título apresenta um dos irmãos Faden através de uma perspectiva própria. Dessa forma, Jesse e Dylan têm suas próprias jornadas, mesmo que ambas façam parte do mesmo universo.
Isso não significa que veteranos não terão vantagens. Quem conhece a história de Jesse, o FBC e os acontecimentos da Oldest House certamente reconhecerá conceitos e personagens, mas novos jogadores poderão descobrir esse universo junto com Dylan.
Data de lançamento de Control Resonant
Control Resonant será lançado digitalmente em 24 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão física para PlayStation 5 e Xbox Series X|S chegará posteriormente, em 15 de outubro de 2026.
Já a edição para macOS está prevista para algum momento posterior de 2026, ainda sem uma data específica divulgada. Quem comprar a Digital Deluxe Edition no PlayStation 5 também terá direito a 48 horas de acesso antecipado, podendo começar a jogar em 22 de setembro.
Plataformas de Control Resonant
Resumindo, o novo jogo da Remedy foi confirmado para:
PlayStation 5
Xbox Series X|S
PC
macOS, posteriormente em 2026
No Xbox, o título contará com Xbox Play Anywhere, permitindo jogar no console, PC e dispositivos compatíveis sem precisar comprar versões separadas. O recurso também permite levar consigo saves, conquistas e conteúdos adicionais.
Preço de Control Resonant no Brasil
Os preços divulgados para a pré-venda atualmente são:
PC — Edição Padrão: R$ 229,99
PC — Digital Deluxe Edition: R$ 259,99
Xbox — Edição Padrão: R$ 219,95
Xbox — Digital Deluxe Edition: R$ 258,95
PS5 — Edição Padrão: R$ 230,90
PS5 — Digital Deluxe Edition: R$ 261,90
Os valores podem sofrer alterações de acordo com cada loja, além de eventuais promoções realizadas antes ou depois do lançamento.
A Digital Deluxe Edition inclui o jogo completo e uma série de conteúdos extras. No PlayStation 5, o pacote também garante o acesso antecipado de 48 horas. A edição inclui o Traje de Missão EMA, o Artefato Imaculado (Carteira), um Pacote de Recursos Iniciais, além de um Livro de Arte Digital e a Trilha Sonora Original.
Requisitos de PC de Control Resonant
Para rodar Control Resonant no PC, a configuração mínima e recomendada divulgada pela Remedy não é tão desafiadora, considerando os padrões atuais da indústria. Confira a seguir as especificações:
Requisitos mínimos:
Sistema operacional: Windows 10 / 11 (64 bits)
Processador: Intel i5-8500 ou equivalente da AMD
Memória RAM: 16 GB
Placa de vídeo: GeForce GTX 1070 ou Radeon RX 5600 XT (6 GB)
Armazenamento: 100 GB disponíveis
Placa de som: ainda não especificada
Sistema: processador e sistema operacional de 64 bits
Requisitos recomendados:
Sistema operacional: Windows 10 / 11 (64 bits)
Processador: Ryzen 7 3700X ou equivalente da Intel
Memória RAM: 16 GB
Placa de vídeo: GeForce RTX 3070 ou Radeon RX 6700 XT (8 GB)
Armazenamento: 100 GB disponíveis
Placa de som: ainda não especificada
Sistema: processador e sistema operacional de 64 bits
Um dos projetos mais ambiciosos da Remedy
Control Resonant representa uma mudança significativa na escala dos projetos da Remedy. A empresa começou a desenvolver a sequência depois de anunciar, em 2021, um acordo com a 505 Games para trabalhar em novos projetos do universo de Control, inicialmente sob o codinome Heron.
Em 2024, a Remedy comprou da 505 Games todos os direitos da franquia Control por € 17 milhões, assumindo controle completo da propriedade. No mesmo ano, o estúdio fechou uma parceria com a Annapurna para ajudar a financiar metade do desenvolvimento da sequência.
A produção completa começou em fevereiro de 2025 e o projeto entrou na fase Alpha em março de 2026. Poucos meses depois, em 18 de agosto de 2026, a Remedy anunciou que Control Resonant havia chegado ao estado Gold, indicando que a versão principal destinada ao lançamento estava concluída.
O jogo também utiliza a Northlight Engine, tecnologia proprietária da Remedy que recebeu grandes melhorias desde Control. Depois de Alan Wake 2, o motor passou a trabalhar com técnicas mais avançadas de renderização e iluminação, algo especialmente importante para uma sequência que deixa os ambientes fechados da Oldest House e passa a lidar com grandes áreas externas.
A Remedy também vai publicar o jogo
Outra mudança importante está nos bastidores. Diferentemente de Control, Control Resonant será publicado pela própria Remedy Entertainment, que assumiu um papel ainda maior na distribuição do projeto.
No Xbox, o estúdio também trabalhou com a equipe ID@Xbox para garantir o suporte ao Xbox Play Anywhere. Segundo Miika Huttunen, da Remedy, a intenção é fazer com que os jogadores “se sintam em casa” independentemente da plataforma escolhida.
A equipe também levou em consideração os dispositivos portáteis compatíveis com o ecossistema Xbox. A ideia é permitir que o jogador continue a aventura em outro aparelho sem perder o progresso, algo particularmente interessante para quem quiser deixar as missões secundárias para a cama e reservar a TV para quando Manhattan começar a desabar.
O que esperar de Control Resonant?
Control Resonant parece determinado a ser mais do que uma simples sequência. A Remedy está ampliando o universo, trocando a protagonista, aumentando a liberdade de exploração e transformando o combate em uma experiência mais próxima de um RPG de ação, tudo isso sem abandonar a narrativa sobrenatural que tornou a franquia conhecida.
A grande incógnita agora é descobrir como todas essas mudanças vão funcionar juntas na versão final. Com o jogo já em estado Gold e a estreia marcada para setembro, a espera está praticamente na reta final — e, se a Remedy estiver certa, Manhattan está prestes a ficar tão estranha quanto a Oldest House.
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