Diablo IV atinge o ápice da carnificina com a Temporada do Massacre
A nova temporada aposta no caos, no exagero e até em uma collab com DOOM, mas será que isso é suficiente para manter o jogo interessante? Confira a review
Se tem uma coisa que Diablo IV sabe fazer bem, é transformar o caos em diversão. Desde o lançamento, o jogo vem apostando em temporadas para manter a comunidade engajada — e a Season 12, chamada de Temporada do Massacre, talvez seja a mais direta até agora: menos conversa, mais carnificina.
Com direito a uma transformação monstruosa em Açougueiro e até uma colaboração com DOOM: The Dark Ages, a proposta da vez é entrar, destruir tudo e ver números subindo na tela. Mas será que essa fórmula ainda segura o interesse? Contamos a seguir como foi nossa experiência com a nova temporada.
Ficha técnica
Jogo: Diablo IV
Temporada: Temporada do Massacre (Season 12)
Lançamento: 11 de março de 2026
Onde jogar: PC, PS5, PS4, Xbox Series X|S, Xbox One
Plataforma de teste: Xbox Series X
Preço: A partir de R$ 229,90 (jogo base), também disponível no Game Pass e em promoções de até 40% de desconto hoje (R$ 137,94 na Steam)
Menos história, mais carnificina
A Temporada do Massacre é perfeita para quem quer desligar o cérebro e simplesmente sair eliminando hordas de inimigos. O jogo adiciona uma nova mecânica de Killstreak, mais áreas com uma alta quantidade de inimigos e até a possibilidade de se tornar o Açougueiro.
Resultado? Em poucos minutos de gameplay, você já está enfrentando dezenas de inimigos de uma vez só, gerando um banho de sangue na tela. Em vários momentos, o caos é tão grande que eu literalmente perdia meu próprio personagem no meio de tantos efeitos, inimigos e números pipocando.
A situação fica ainda mais caótica no multiplayer local. A Blizzard permite jogar no Xbox com duas contas ao mesmo tempo em tela dividida, o que deixa a interface recheada de informações.
Mas, curiosamente, isso não é um problema: é justamente o charme da temporada, isso se você conseguir aguentar tanta informação ao mesmo tempo. Existe uma sensação quase “terapêutica” em entrar no jogo, ativar uma sequência de abates e só assistir o contador de mortes subir enquanto tudo explode ao redor.
O novo sistema de Sequência de Abates reforça isso muito bem, incentivando um estilo de jogo agressivo e contínuo. Quanto mais você mata sem parar, mais recompensas recebe. É simples, direto e extremamente satisfatório.
Jogar como o Açougueiro é o grande diferencial
A grande estrela da temporada tem nome: O Açougueiro — um dos inimigos mais icônicos da franquia. Durante o gameplay da season, temos a possibilidade de assumir a forma do monstro e descer o cacete em todo mundo ao redor.
Essa mecânica traz um poder absurdo para o jogador, transformando cada combate em um espetáculo de violência exagerada. É aqui que a proposta da temporada realmente brilha: você não está só enfrentando o inferno, você vira o próprio pesadelo.
Eventos como os Matadouros e os Sigilos Ensanguentados ampliam ainda mais essa sensação, oferecendo desafios mais intensos e recompensas à altura. Para quem consegue gerenciar o caos em tela, a sensação de frescor (e sangue) trazida pelo monstro vale a pena.
Entre menus confusos e gameplay viciante
Se por um lado o combate é acessível e imediato, por outro, o jogo ainda sofre com um problema antigo: entender o que fazer nem sempre é simples. Mesmo após várias horas (e temporadas) em Diablo IV, ainda me peguei pensando: Para onde eu preciso ir agora? Qual missão realmente importa? O que preciso desbloquear primeiro?
Pode até ser falta de atenção em alguns momentos, mas a quantidade de informações, menus e textos acaba sendo excessiva e pouco clara. Enquanto você consegue se encontrar na pancadaria da jogabilidade, navegar pelos menus ainda pode ser um desafio.
Com isso, o jogo entrega um contraste curioso: enquanto o gameplay é puro instinto e ação, a navegação e progressão podem ser confusas e pouco intuitivas. É quase como se o game exigisse esforço demais fora do combate — justamente onde ele menos precisa.
A “world of warcraftização” chegou (e é fofinha)
Diablo IV também abraçou de vez elementos mais “leves”, como mascotes que acompanham o jogador, seguindo tendências que vem desde a época de World of Warcraft. Os pets não fazem muita diferença prática no gameplay, mas… são fofinhos. E isso já basta.
Aqui, entra o velho papo da “dissonância ludonarrativa”: faz sentido ter um mini urso polar ao lado de um necromante caçador de demônios? De forma alguma, mas é divertido para mostrar para os amigos online.
Considerando o mercado atual, o problema não está na existência desses elementos, mas na forma como eles são desbloqueados. O sistema de moedas da temporada, obtidas por missões, não deixa claro quanto você precisa jogar para conseguir recompensas específicas — algo que já comentamos na outra season.
Fica aquela sensação de progresso meio nebuloso, em que você joga bastante, mas não entende exatamente o quanto avançou em termos de recompensas cosméticas. Essa falta de transparência já é corriqueira, mas vale a pena ficar de olho se você não está acostumado e vai entrar na temporada agora.
DOOM encontra Diablo — e funciona melhor do que parece
Além de seguir com mais mascotes fofinhos, a nova temporada de Diablo IV também abraça a carnificina de DOOM. A colaboração veio de surpresa, mas funciona bem dentro do universo do jogo.
As skins são bem trabalhadas, os cosméticos têm identidade forte e as missões adicionais ajudam a dar uma variada no loop principal. Mais do que isso, a parceria mostra um movimento interessante da Microsoft em integrar melhor suas franquias.
Não é algo que muda completamente a experiência, mas adiciona um tempero bem-vindo para quem já está acostumado com o ritmo de Diablo. Para quem é fã das franquias e busca por mais conteúdo em D4, as roupas de DOOM adicionam ainda mais clima de carnificina para o gameplay.
Diablo ainda sabe se reinventar (mesmo sem revolucionar)
Mesmo depois de testar todas as classes ao longo das temporadas, ainda é interessante ver como Diablo IV consegue se manter relevante com pequenas mudanças. Para quem desinstalou o jogo após o lançamento e não voltou mais, retornar agora pode ser bem interessante.
A introdução de novas mecânicas, eventos e até classes ao longo do tempo (como aconteceu com o Paladino e outras novidades recentes) mostra que o jogo continua evoluindo — ainda que dentro da sua própria fórmula. A Temporada do Massacre não reinventa o jogo, mas dá um novo fôlego para quem já está investido nele.
A season também serve muito bem como um esquenta para a chegada da classe de Bruxo e todas as novidades de Lord of Hatred, que chega em 28 de abril.
Vale a pena jogar a Season 12?
A Temporada do Massacre é, acima de tudo, sobre se divertir sem compromisso. Se você quer uma experiência mais focada em ação do que em narrativa, ela entrega exatamente o que promete — e faz isso muito bem.
Por outro lado, quem busca uma experiência mais guiada, com progressão clara e sistemas bem explicados, ainda pode se frustrar com a bagunça dos menus e da estrutura do jogo. Por outro lado, ,se você já gosta de Diablo e quer algo mais direto e caótico, vale a pena baixar e jogar a nova temporada.
As novidades são perfeitas para jogadores que gostam de ação frenética, loot e progresso baseado em combate constante. Com a nova expansão chegando no mês que vem, agora é uma ótima hora para começar o esquenta.
No entanto, vale destacar que o jogo segue com mecânicas sem muita transparência para o passe de batalha. Com isso em mente, a dica é ter bastante tempo pra jogar e se dedicar se pegar a versão premium.
A Season 12 não é a mais profunda, mas talvez seja uma das mais honestas: Com o Açougueiro e muita matança, a temporada sabe exatamente o que quer ser — um festival de monstros, sangue e diversão descompromissada.






