HumanitZ é uma versão cheia de ação de Project Zomboid - Review
Sobreviver ao apocalipse zumbi é fácil! Difícil mesmo é convencer meu personagem que comer uma lata de feijão frio às 3 da manhã é um banquete.
Jogos de sobrevivência em apocalipse zumbi não são exatamente novidade. Entre sistemas complexos, simulações realistas e curvas de aprendizado que parecem cursos técnicos, o gênero acabou criando uma fama: ou você se dedica muito, ou não se diverte. HumanitZ chega justamente para cutucar esse rótulo.
Lançado em 6 de fevereiro de 2026 para PC, o novo jogo da Yodubzz Studios aposta em uma visão isométrica clássica, mas com visual em 3D na Unreal Engine e uma proposta bem clara: entregar a tensão de sobreviver em um mundo tomado por zumbis sem transformar cada pequena ação em um teste de paciência. A ideia aqui não é punir o jogador o tempo todo, e sim colocá-lo em situações interessantes, cheias de escolha, risco e, claro, muito caos.
Depois de testar o jogo logo no lançamento, ficou claro que HumanitZ tem personalidade própria dentro do gênero. A seguir, contamos como foi a experiência explorando esse mundo devastado, enfrentando hordas de “Zeeks” e tentando sobreviver sem precisar de um manual de 500 páginas para abrir uma lata de comida.
Ficha técnica
Jogo: HumanitZ
Lançamento: 06/02/2026
Onde jogar: PC (Steam)
Plataforma de teste: PC
Preço: A partir de R$ 58,00 (com promoção de R$ 35,00 por tempo limitado); possui demo grátis.
Como é jogar Humanitz (Gameplay e Mecânicas)
O jogo roda na Unreal Engine, então ele é bem mais “bonitão” que a média dos jogos isométricos deste estilo. Mesmo com o visual maneiro, o jogo é bem acessível.
Requisitos: Ele pede uma GTX 1060 e 16GB de RAM no mínimo. Se o seu PC for mais antigo, talvez sofra um pouco porque a iluminação e as hordas pesam.
Onde tem: Só na Steam por enquanto.
Preço: Super acessível e barato, custa R$ 58 e na promoção você pega ele por R$ 35.
Durante meu gameplay, a primeira coisa que notei é que ele não quer que você seja um “estudioso” de sistemas complexos logo de cara. Você escolhe uma profissão (peguei uma que ajuda no reparo de carros) e já sai explorando.
O Combate é muito satisfatório. Diferente de outros jogos onde bater em um zumbi parece que você está batendo no ar, aqui tem impacto. O “tiro” também é bem fluido (e alto, cuidado!).
Você também pode construir sua cabana no meio do nada, mas o esquema mesmo é achar uma casa legal na cidade, limpar os “Zeeks” (como eles chamam os zumbis) e meter barricada em tudo.
Ó craft é muito tranquilo e a interface me lembrou 7 Days to Die, que eu joguei muito. Existe um sistema de habilidades bem simples no qual você pode desbloquear outras profissões após reunir alguns itens específicos.
Na parte da Sobrevivência, você tem que comer, beber e se cuidar, mas o jogo te dá ferramentas para progredir mais rápido. Não é aquele sofrimento eterno onde você morre por um arranhão no pé (igual certos jogos por aí).
O jogo também possui NPCs que ficam vagando pelo mapa e você pode fazer escambo com eles (troca de itens). Além disso, o sistema de clima é absurdo. O inverno chega e, se você não tiver estocado lenha e comida, o jogo vira um simulador de picolé humano rapidinho.
“Ah, mas ele é tipo Project Zomboid?”
Essa é a pergunta que todo mundo faz. A resposta curta é: Sim, mas com esteroides e menos burocracia. Enquanto no Project Zomboid você gasta 20 minutos tentando entender como abrir uma lata de conserva sem se cortar, no HumanitZ a pegada é mais ação.
No Zomboid, você é uma pessoa comum fadada ao fracasso; no HumanitZ, você é um sobrevivente de filme de ação. O visual 3D também dá uma profundidade que o Zomboid não tem, facilitando ver o que está atrás das árvores ou dentro das casas. Além disso, ter NPCs inimigos (bandidos) logo de cara dá um tempero que falta no “primo rico” dele.
Vale ressaltar, também, que os desenvolvedores são muito ativos. Se você achar um bug e postar, é bem provável que corrijam rápido, mostrando que o pessoal está de olho no feedback da comunidade.
Vale a pena?
Eu achei o jogo um respiro. Às vezes a gente quer a tensão de um apocalipse zumbi, mas não tem paciência para ler 500 manuais de mecânica antes de dirigir um carro. O HumanitZ entrega essa diversão imediata sem ser “bobo”.
O que eu mais gostei do game foi a liberdade. Aqui você pode até navegar de barquinho. O mapa é lindo e o jogo tem vários modos de gameplay, incluindo sobrevivência e Cenário (modo história, creio eu).
E no modo cenário, você tem duas opções de mapa (ou desafio) disponíveis. O jogo também é multiplayer e já existem servidores oficiais em funcionamento, garantindo várias opções para aproveitar o gameplay.
Eu estou jogando atualmente em um servidor oficial PVP e gostei muito. É óbvio que HumanitZ não é tão completo e realista como Zomboid, mas a gente sabe que as vezes, ao voltar do trabalho, a gente só quer relaxar, matar uns zumbis e não morrer de tétano por cortar o dedo em uma lata enferrujada, saca?
O game é desafiador, é bonito e tem um modo coop onde o gameplay realmente brilha. Se você quer algo mais ágil que o Zomboid, mas com a mesma visão clássica, vai fundo.
Para quem busca algo mais casual e divertido com mecânicas semelhantes a Zomboid, sobreviver ao apocalipse de Humanitz pode ser uma experiência bem gratificante! E como o jogo tem uma demo grátis, você nem gasta nada para testar e ver se o título é para você.









