Kingdom Come: Deliverance II é um dos melhores jogos do ano! Veja review
Se você estava com saudade de jogar um bom RPG medieval, o novo Kingdom Come é a melhor pedida no momento
Lembro da minha primeira experiência com Kingdom Come: Deliverance no ano passado, e do deslumbre ao entrar neste mundo da Europa Medieval. Tudo era impressionante: a história, o combate, muito diferente do que eu havia experienciado anteriormente. A narrativa é magnífica e cheia de ramificações.
O trabalho da Warhorse Studios foi tão excepcional que o jogo fez um sucesso tremendo, resultando em uma sequência. A princípio, poderíamos imaginar que não havia muito mais campo a ser explorado pelo estúdio e que seria impossível repetir a sensação de descoberta que seu antecessor proporcionou. Mas, no meu caso, funcionou.
A sensação de maravilhamento com cada aspecto do jogo continua presente em Kingdom Come: Deliverance II. Tenho o mesmo brilho no olhar ao encarar uma missão secundária cheia de reviravoltas, ao viver como mendigo ou ao apanhar para qualquer vagabundo na rua. O estúdio entendeu perfeitamente o que os jogadores adoraram no primeiro jogo e aprimorou esses elementos aqui.
Com um orçamento maior e mais gente envolvida, KCD II é uma obra-prima dos RPGs e, com certeza, um dos melhores jogos do ano. Eu falo mais detalhes sobre a minha experiência na review a seguir!
História envolvente
Kingdom Come: Deliverance II dá continuidade à história do primeiro jogo, seguindo diretamente a missão de Henry, que parte em uma jornada diplomática ao lado de Sir Hans Capon para entregar uma mensagem ao lorde Otto von Bergow no Castelo de Trosky. Obviamente, nada sai como esperado, e a companhia de Hans e Henry é emboscada por bandidos. Ou seja, voltamos à estaca zero, onde precisamos dar um jeito de concluir nossa missão sem voltar de mãos abanando.
A história do segundo jogo foca ainda mais na relação entre Henry e Hans. Com mais de dois milhões de palavras de diálogos, o jogo explora melhor seus personagens e cria uma campanha extensa e envolvente. Ainda não arranhei nem a superfície dessa narrativa em meu tempo de jogo, pois me concentrei mais na exploração e em descobrir mais sobre esse mundo. Mas, sempre que retorno para uma missão principal, é um deleite.
Ser diferente não significa ser ruim
O combate de KCD sempre foi um dos pontos mais controversos e que afastam alguns jogadores. Definitivamente, não é fácil no começo. É normal se sentir um idiota por não conseguir vencer ninguém e morrer constantemente. No entanto, é importante lembrar que você é um zé-ninguém. O primeiro jogo deixa isso bem claro: Henry é um simples filho de ferreiro, analfabeto, sem nenhuma habilidade com armas, e precisa treinar para provar seu valor. A mecânica de combate reflete essa progressão do personagem. Se você não treinar e tomar cuidado nas brigas que entrar, vai sofrer.
Kingdom Come II mantém a mesma base de combate do primeiro jogo, mas a simplifica de algumas maneiras. Agora, há apenas quatro direções de ataque disponíveis (cima, direita, esquerda e baixo), eliminando as variações diagonais do primeiro jogo. Além disso, há um novo sistema de parry, e o combate está mais acessível, com elementos visuais que ajudam a identificar o momento certo para defender ou contra-atacar. O jogo também facilita um pouco os combates contra múltiplos inimigos, que no primeiro título eram quase impossíveis de vencer. Antes, todos atacavam ao mesmo tempo; agora, parece haver um ritmo mais equilibrado nas lutas.
Mesmo assim, o segredo continua o mesmo: treinar para melhorar as estatísticas de combate, aprender o tempo certo dos bloqueios e evitar confusões desnecessárias. Falamos mais sobre isso em nosso guia de combate de Kingdom Come, que você pode conferir clicando aqui.
Ambientação imersiva
A ambientação de KCD II é um espetáculo à parte. A recriação histórica da Boêmia do século XV, respeitando arquitetura, figurinos e armamentos, nos transporta diretamente para a Idade Média. O que já era muito elogiado no primeiro jogo agora foi ainda mais aprimorado.
Os gráficos, embora não sejam os mais impressionantes da indústria, são compensados por uma direção de arte impecável. O jogo consegue exalar tranquilidade quando necessário e caos nos momentos apropriados. A fotografia das cutscenes é digna de produções hollywoodianas, e o jogo faz um excelente uso da iluminação em interiores, como casas e castelos, tornando cada ambiente ainda mais imersivo.
RPGs vivem
Kingdom Come II é um RPG de verdade. O progresso do personagem é detalhado e diversificado, dando total liberdade para o jogador se especializar na área que desejar dentro de um mundo aberto vasto e vivo. A maioria dos NPCs tem uma história própria, e, para aqueles que não querem seguir apenas as missões principais, há uma enorme variedade de missões secundárias, muitas delas tão bem elaboradas que podem levar horas para serem concluídas.
Além disso, a nossa reputação e até mesmo nossas roupas interferem nas opções de diálogo e na forma como somos tratados pelos outros personagens. Perdi a conta de quantas vezes os NPCs me mandaram tomar banho! A abordagem também muda conforme estamos bem vestidos, usando armadura ou vestindo trapos. Esses detalhes impactam estatísticas, como a intimidação, e até mesmo como os lojistas nos tratam.
Veja também: Como conseguir e usar a tocha em Kingdom Come Deliverance 2? Veja tutorial
A árvore de habilidades do jogo é vasta, cobrindo desde furto e persuasão até técnicas de combate específicas para cada arma. Tudo exige treino. Se quiser ser um ladrão habilidoso, por exemplo, é necessário praticar com a gazua e planejar bem seus assaltos, levando em consideração fatores como peso da mochila, roupas escuras para furtividade e até mesmo o cheiro do personagem.
Vale a pena?
Para mim, recomendar Kingdom Come: Deliverance II é fácil. O jogo possui uma acurácia histórica impressionante, tornando-se um deleite para os fãs da Idade Média. Mas, além disso, é um dos melhores RPGs dos últimos anos, competente em todas as suas mecânicas e com uma narrativa envolvente que, só nas missões principais, oferece mais de 50 horas de gameplay. Ou seja, é um jogo que vale o investimento, pois proporciona muitas horas de entretenimento.
Apesar de maravilhoso, ele não é perfeito. Há alguns problemas, principalmente relacionados a bugs. Felizmente, nada que comprometa a experiência. Em algumas cenas de diálogo, vi personagens em cima de mesas e cadeiras, ou até mesmo desaparecendo momentaneamente, o que chega a ser cômico.
No entanto, reitero: esses pequenos problemas não ofuscam as qualidades do jogo. Todas as suas outras valências fazem com que eu o ame e o recomende de olhos fechados. Kindom Come: Deliverance II é o RPG que você precisa jogar em 2025. Ponto final.
Já disponível, Kindom Come Deliverance II pode ser jogado no PC, PS5 e Xbox Series S e X. Uma chave do jogo para PC foi cedida pela Warhorse Studios para a realização dessa review.