Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é lembrete que games são divertidos - Review
Protagonizado por Goro Majima, novo jogo da SEGA é a prova de que os fãs de Like a Dragon são os gamers mais felizes da atualidade.
A franquia Like a Dragon (ou Yakuza, para os mais nostálgicos) está de volta com um dos lançamentos mais inusitados da série, que já é conhecida por quebrar paradigmas. Pela primeira vez, Goro Majima assume o protagonismo solo, trazendo sua personalidade caótica e imprevisível para o centro das atenções.
A aventura da vez é o RPG Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii, que traz Majima assumindo o papel de um pirata moderno. Se nos títulos anteriores ele já roubava a cena com seu jeito insano, agora ele tem um jogo inteiro para brilhar, e de maneiras bem peculiares.
Após sofrer um misterioso acidente marítimo, Majima acorda desmemoriado em uma ilha paradisíaca e, de alguma forma, acaba assumindo o papel de um pirata. Isso mesmo: um dos personagens mais icônicos da série, acostumado com brigas de rua em becos escuros, agora navega pelos mares, lidera uma tripulação e encara batalhas navais.
E a grande verdade é que essa combinação maluca funciona muito bem. Com seu jeito diferente, o game prova que os videogames ainda podem ser uma fonte inesgotável de diversão, sem precisar levar tudo a sério.
Além disso, ele reafirma que os fãs da franquia Like a Dragon estão entre os jogadores mais felizes da indústria. Eu explico melhor na review completa do game, realizada com uma key fornecida pela SEGA para Xbox Series X!
Ficha Técnica
Jogo: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii
Lançamento: 20/02/2025
Onde jogar? PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X
Plataforma de teste: Xbox One
Preço: A partir de R$ 299,90
Também possui demo grátis em todas as plataformas.
Qual a história do jogo?
A premissa do jogo parece saída de uma comédia nonsense: um gangster sofre um acidente marítimo, é salvo por uma criança desconhecida com seu tigre de estimação, descobre que está sem memória e, de alguma forma, acaba se tornando um pirata. Sim, é isso mesmo. Pode parecer um roteiro improvisado na hora do almoço, mas a SEGA consegue transformar essa maluquice em algo memorável, divertido e cheio de camadas.
Ao longo da jornada, o game explora novos aspectos de Goro Majima, mostrando que ele é muito mais do que apenas um personagem caricato — algo que os fãs de longa data já sabem. O jogo também aproveita a ambientação havaiana e as ilhas ao redor para apresentar novas facções, personagens excêntricos e, claro, várias situações inesperadas que se encaixam perfeitamente no universo de Like a Dragon.
Entre esses novos personagens, destaca-se Noah, a criança de 10 anos que salva Majima e se torna uma figura central na história. Com uma saúde frágil, ele traz um contraste interessante para a jornada de Majima, adicionando um toque de emoção e humanidade ao roteiro do game.
Esse equilíbrio entre momentos absurdos e narrativas tocantes é algo que a franquia sempre fez muito bem, e aqui não é diferente. Seja navegando nos mares ou explorando a cidade, o jogo pode te surpreender com momentos engraçados e emocionantes a qualquer hora, garantindo uma montanha-russa de emoções.
Além disso, vale deixar o aviso: apesar de todas as reviravoltas emocionantes, a narrativa ainda mantém a tradicional pegada galhofa da franquia. Se por um lado temos temas profundos e reflexivos, por outro também encontramos missões onde precisamos ajudar um pirata maluco, por exemplo. Isso é Like a Dragon sendo Like a Dragon, então é bom ficar de olho se você está navegando por essas águas pela primeira vez.
Inclusive, mesmo que a história esteja conectada com os jogos anteriores, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii também funciona bem como um ponto de entrada para novos jogadores. Como a trama parte de um “recomeço” para Majima, quem nunca jogou um título da série pode mergulhar sem problemas e depois explorar os jogos anteriores para entender melhor o universo.
Gameplay brilha na terra e no mar
Se tem uma coisa que Pirate Yakuza in Hawaii faz bem, é entregar uma jogabilidade divertida e variada. Quanto o assunto é jogabilidade, o jogo repete a fórmula dos jogos mais recentes da franquia e entrega bastante versatilidade, mas deixando os turnos de lado e adotando novamente a ação em tempo real.
O combate com Goro Majima está mais dinâmico do que nunca, trazendo dois estilos de luta principais: Lobo do Mar, que aposta em ataques calculados e precisos com espadas, e Cachorro Louco, que libera toda a selvageria característica do personagem. Alternar entre os dois estilos cria uma coreografia insana durante as lutas, dando um show visual e permitindo uma grande variedade de estratégias, seja contra chefes ou contra grupos de inimigos.
Além dos combates em terra firme, o game também surpreende ao introduzir batalhas navais. Majima agora pode comandar um navio e participar de confrontos marítimos contra outros piratas, trazendo um frescor inesperado à franquia.
E o melhor de tudo: as batalhas não se limitam ao clássico “canhão contra canhão” – há também sequências de abordagens, onde podemos invadir navios inimigos e transformar tudo em um verdadeiro campo de guerra. Você também precisa cuidar de sua tripulação e ficar de olho em melhorias no navio.
Se isso não fosse suficiente, há ainda momentos em que podemos assumir o controle do capitão diretamente dentro da embarcação e simplesmente detonar os inimigos com um lança-foguetes. É exagerado? Sim. É absurdo? Com certeza. Mas é também extremamente divertido.
O mais interessante é que, tanto no mar quanto em terra, o jogo não se preocupa em seguir um realismo exagerado. O foco está sempre na diversão, garantindo que cada batalha seja intensa, frenética e estilosa. E, honestamente, essa é uma decisão acertada: em um momento em que muitos jogos tentam ser hiper-realistas, Like a Dragon continua apostando naquilo que realmente importa – entretenimento puro.
Exploração
A exploração em Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é outro destaque, trazendo várias formas inusitadas de se locomover pelo mundo aberto do jogo. No mar, por exemplo, podemos usar túneis de vento para deslizar rapidamente entre as ilhas e até ativar um nitro para acelerar o navio e realizar drifts para escapar de ataques. Sim, drifts marítimos.
O game também conta com um sistema de viagem rápida baseado em faróis espalhados pelo mapa, além de permitir caçadas a piratas procurados, confrontos em meio a tempestades e até expedições para desenterrar tesouros escondidos.
Já nas áreas habitadas, temos a clássica experiência da franquia: bares, lojas, karaokê e dezenas de missões secundárias bizarras que garantem boas risadas. O dinheiro também é parte essencial de todo o gameplay, já que serve para evoluir habilidades e comprar equipamentos, garantindo que cada atividade seja recompensadora.
Falando em atividades, o jogo entrega muitos minigames, indo desde ações como cozinhar até jogar cartas no Coliseu dos Piratas, além das atividades envolvendo os navios. Assim como os outros games da franquia, o título pode te cansar simplesmente por oferecer muita coisa para fazer, mas se você cadenciar o gameplay, ficará bem servido por muito tempo.
Visuais e parte técnica
Visualmente falando, o jogo segue o padrão da série: não é um colosso gráfico, mas entrega boas animações, efeitos bonitos e ambientes bem detalhados. No Xbox Series X, o game roda a 60 quadros por segundo sem problemas, garantindo uma fluidez excelente para os combates.
Destaco também a implementação do Quick Resume, que foi muito bem feita: desde que comecei a jogar, vi a sequência de abertura apenas uma vez, já que o console sempre me leva direto pro gameplay.
A dublagem continua um ponto forte, com opções em japonês e inglês, e um ótimo trabalho de localização também foi feito nas legendas em português brasileiro. E para os fãs de minigames, o jogo também traz um emulador de Master System logo no começo da jornada, além de diversos modos cooperativos no menu principal.
Vale a pena?
Com um equilíbrio perfeito entre narrativa cativante e jogabilidade variada, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii prova mais uma vez que essa franquia sabe como se reinventar. Os fãs de longa data vão amar a nova abordagem, e os novatos podem aproveitar uma ótima porta de entrada para a série.
Além disso, o jogo reforça um fato importante: os fãs de Like a Dragon são os gamers mais felizes da atualidade. A franquia continua entregando experiências inovadoras sem se prender a gráficos e mecânicas ultrarrealistas, priorizando sempre o que mais importa – a diversão dos jogadores.
Se outras franquias seguissem esse caminho, talvez tivéssemos menos jogos focados em realismo forçado e mais títulos que realmente aproveitam o potencial dos videogames. Até lá, meu papel é simples: espalhar a palavra de Yakuza e garantir que mais pessoas entrem para esse universo fantástico.
O preço de R$ 299 pode assustar muitos jogadores, mas com toda a entrega de conteúdo do game, esse valor se paga tranquilamente com diversão e horas jogadas. Se você está receoso por não conhecer a franquia, a dica é baixar agora mesmo a demo grátis de Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii, que está disponível em todas as plataformas.
E se a grana estiver curta, a dica é não seguir o caminho de Majima e evitar a pirataria: a franquia Yakuza costuma bater ponto em promoções e serviços como o Xbox Game Pass e PS Plus. Com isso em mente, se não der pra jogar no lançamento, segure a onda e aproveite essa aventura pirata no futuro.