Pragmata entrega ficção científica de luxo e combate inovador – Análise
O novo projeto da Capcom já pode ser cotado com um dos melhores jogos do ano ou foi uma aposta arriscada? Confira a review.
O ano de 2026 ainda nem chegou na metade, mas já está brilhante para a Capcom. Resident Evil Requiem e Monster Hunter Stories 3 chegaram firmes e garantindo que os fãs continuem com as expectativas altas.
No entanto, uma surpresa também estava a caminho. Estamos falando de Pragmata, um novo jogo inédito da empresa com temática especial. Enquanto o jogo cativou alguns jogadores com seus trailers mostrando belos gráficos, uma dúvida ainda estava no ar: será que o novo projeto tem chance de competir com os pesos pesados da empresa?
Depois de tantas teorias e adiamentos, finalmente colocamos as mãos no game aqui no Jornal dos Jogos — cortesia de uma key cedida pela desenvolvedora. Confira como foi nossa experiência completa na nova proposta de ação futurista da Capcom.
Ficha Técnica
Jogo: Pragmata
Desenvolvedora: Capcom
Lançamento: 17 de abril de 2026
Onde jogar: PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2.
Plataforma de teste: PC e Xbox
Preço: A partir de R$ 259,00
Muito além do trailer: Como é o mundo de Pragmata?
O jogador é colocado para explorar uma base lunar enorme que parece vazia de início, mas acaba se tornando uma confusão de robôs tentando impedir o progresso de nossos protagonistas. O título acompanha o astronauta Hugh e Diana, um androide com a aparência de uma garotinha que vive no local.
Após a dupla passar por muitos apertos, um companheirismo entre os dois personagens se desenvolve, o que é refletido no gameplay. Diana serve como um importante componente do combate e história, mas também uma amiga bem divertida — ou melhor, uma filha bem simpática e curiosa.
O game monta cenários que fazem a relação dos dois parecer como um pai cuidando de sua filha diante dos perigos iminentes. Isso se reflete não apenas durante ameaças, mas também em momentos leves, como brincadeiras e interações mais cotidianas no abrigo.
O jogo também impressiona no quesito técnico. A cada nova área visitada, percebe-se uma vasta gama de cenários diferentes e estéticas que encaixam perfeitamente na proposta de mundo futurista que é esperada pelo jogador, tornando a experiência bem mais imersiva e atraente.
Não dá pra dizer que a história em si é digna de cinema ou o foco absoluto, mas a narrativa deixa a experiência bem mais leve. Afinal, o desenvolvimento dos personagens principais e a trajetória deles parece ser mais importante do que a missão.
O desenvolvimento dos personagens principais e a trajetória deles parece ser mais importante do que a missão.
Apesar disso, sempre é interessante mergulhar mais nesse mundo, indo na direção contrária de algumas obras que se tornam muito confusas com o desenrolar dos acontecimentos. Enquanto certos games geram uma perda de interesse com o aprofundamento, a premissa de Pragmata é interessante, simples e bem contada, onde tudo parece se encaixar de pouco em pouco.
Um ponto importante é que a história do jogo não é tão longa, algo que pode afastar jogadores buscando um bom “custo-benefício”. No entanto, depois de um final emocionante de suar os olhos, garanto que vale a pena acompanhar a jornada de Hugh e nossa pequena Diana nessa aventura espacial.
É ação, exploração ou simulação?
Na parte do gameplay, Pragmata se trata de um shooter em terceira pessoa frenético e inovador — e é aqui que o jogo brilha de verdade. Hugh, nosso astronauta, fica no comando de se movimentar nos cenários e atirar ou desviar nos combates.
Porém, é com Diana que a experiência se torna única. Nas costas de Hugh, ela fica responsável por hackear os robôs para deixá-los vulneráveis aos ataques do astronauta, o que exige atenção dupla do jogador.
Essa combinação de mecânicas entre os dois personagens deixa tudo mais divertido e viciante. Ao mesmo tempo que é preciso encarar de frente o perigo, ainda é necessário resolver um puzzle de hackeamento para cada inimigo.
Na prática, a interface apresenta uma espécie de mecânica de grade do qual o jogador precisa conectar um ponto da matriz a outro para expor as fraquezas do inimigo. Mesmo enquanto está enfrentando vários robôs de uma só vez, tudo isso acontece de forma bem fluida e dinâmica.
Além de lidar com o hackeamento de Diana, ainda existem outras coisas para se preocupar com Hugh. Há várias armas diferentes para serem utilizadas, onde cada uma tem um impacto no combate, garantindo bastante variedade no gameplay.
Enquanto parte do arsenal tem foco em dano próximo ou à distância, outras armas permitem travar o movimento dos inimigos temporariamente, lembrando a experiência de DOOM de 2016. Essa variedade, combinada com a habilidade de hack de Diana, torna a experiência de tiro frenética e bem estratégica ao mesmo tempo.
Vale ressaltar, também, que os hacks de Diana também possuem modificadores. Ao progredir na história, é preciso lidar com bloqueios nos caminhos do nódulo e também inimigos que desabilitam completamente a ação. Além disso, é possível aprimorar as habilidades dela com boosts de dano espalhado, vírus e até paralisia, garantindo um aproveitamento melhor do combate.
Dito isso, o único ponto que me incomodou no gameplay foi o fato de mirar com o mouse ser infinitamente melhor do que com o controle — ainda assim, o jogo recomenda fortemente o uso do gamepad. Com isso, jogadores como eu precisam sacrificar a mira pela imersão nas outras mecânicas presentes na jogatina.
O poder da RE Engine no espaço cibernético e sua música
Quando o assunto são gráficos, Pragmata dá um show com a RE Engine. O jogo apresenta praticamente todas as boas e novas tecnologias da NVIDIA para serem utilizadas. O pacote inclui upscalling e multi frame generation com o DLSS 4.5, sem esquecer o Ray Tracing ou Path Tracing, que elevam a experiência gráfica a um nível inacreditável de nova geração.
Mesmo apostando em tecnologias de ponta, o desempenho no PC foi excelente. Eu rodei o jogo em uma RTX 5060 e a iluminação global e o Ray Tracing entregaram o que foi prometido nos trailers. Nós também tivemos a chance de testar o game no Xbox Series X, onde a experiência visual não é tão rebuscada quanto no PC, mas o título entrega belos visuais e recursos adicionais, como suporte para o Quick Resume.
Ao que tudo indica, o tempo extra de desenvolvimento trazido pelos adiamentos fez a diferença para o jogo chegar muito bem polido no estado final de lançamento. Acertos como esse, bem como a experiência em Resident Evil Requiem, mostram que a RE Engine atualmente deve ser a melhor engine de games do mercado com folga.
E junto desse vislumbre visual, vem outro ponto forte de Pragmata: o design de áudio e trilha sonora colaboram para elevar ainda mais a experiência do jogador. As músicas encaixam de maneira satisfatória em cada área que é apresentada — música eletrizante no combate, contemplativa na exploração e até leve no abrigo que serve como descanso.
Outro destaque especial vai para o design de som dos efeitos. O jogo capricha nos nossos passos em cada superfície, nas vozes e efeitos dos robôs e personagens, bem como nos barulhos dos tiros de cada arma, muito bem trabalhados e refinados. Quando se encaixa tudo que foi dito, o decorrer da jogatina se torna extremamente imersivo e satisfatório em todos os momentos.
Pragmata ainda apresenta vários elementos de acessibilidade, incluindo configuração de tamanho e cor das legendas bem como dublagem em português brasileiro. A experiência ainda traz o modo casual de dificuldade diminuída para jogadores que querem aproveitar mais da narrativa do que ter muita dor de cabeça durante os vários combates.
Pragmata vale a pena?
Enquanto Pragmata é uma bela obra, é importante deixar claro que estamos falando de um jogo full price que é relativamente curto para se terminar a história principal. Com isso em mente, dependendo de quanto tempo o jogador quiser gastar aqui, pode acabar sendo um investimento arriscado comparado com outros títulos.
No entanto, o tópico do preço já entra em algo tradicional na indústria: o tamanho da sua carteira e o que você está disposto ou pode pagar. Afinal, se você acha que está caro agora, basta aguardar uma promoção para aproveitar o jogo mais pra frente.
Mesmo com uma duração que não é tão longa, Pragmata vale a pena para quem achar interessante a premissa futurista espacial do jogo. Pode-se dizer que o título é quase um Death Stranding, só que mais frenético, ágil e bem fácil de aprender.
O jogo também é uma boa recomendação para gamers que querem experimentar algo novo e diferente sem muitas complexidades. Afinal, é um projeto novo que a Capcom depositou suas fichas e investiu por muito tempo — e o resultado entregue é satisfatório.
Além de ser um ótimo exemplo de jogo single-player com temática de ficção-científica, Pragmata conquista com seus personagens cativantes, gameplay refrescante e atmosfera única. Com uma bela relação de pai e filha entre Hugh e Diana, o game também deixa claro como o companheirismo e a amizade podem mover grandes barreiras — até mesmo na Lua.
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