Preview: Kiln é um jogo multiplayer divertido, mas que podia ter um recurso a mais
Novo jogo do Xbox mostra poder criativo da Double Fine com experiência diferenciada, mas que podia ser ainda melhor com multiplayer local
Quem acompanha o mercado de games há anos já está ligado: quando Tim Schafer aparece em uma conferência de jogo, algo interessante está por vir. Durante o Xbox Developer Direct de janeiro, o icônico desenvolvedor e a galera da Double Fine apresentaram Kiln, um novo game multiplayer bem diferente.
O estúdio de Psychonauts 2 resolveu criar um game de batalha em arena online onde os jogadores controlam potes de cerâmica: o gameplay envolve criar sua “armadura” e cair na pancadaria com o time rival, visando quebrar os adversários e apagar o fogo de um grande forno.
Enquanto a ideia é bem diferente no papel, o gameplay é bem fácil de entender na prática. O Jornal dos Jogos teve a chance de testar o game durante o beta aberto que rolou no fim de semana e a experiência foi bem divertida, mas sentimos falta de um recurso que poderia tornar a experiência ainda mais divertida.
Ficha técnica
Jogo: Kiln
Desenvolvedora: Double Fine/Xbox Game Studios
Lançamento: 23 de abril de 2026
Onde jogar: PlayStation 5, Xbox Series S/X e PC
Plataforma de teste: PC e Xbox Series X
Preço: A partir de R$ 62,10 (também disponível no Xbox Game Pass)
Kiln te transforma em um pote lutador — e você faz o molde
Enquanto a Double Fine é renomada por jogos narrativos e artísticos como Keeper e Psychonauts 2, Kiln é o novo título que explora a veia multiplayer do estúdio. O jogador vira um espírito capaz de possuir potes de cerâmica com um único objetivo: apagar o fogo do forno adversário.
O gameplay acontece em dois estágios diferentes. Primeiro, é necessário construir seus potes — mas também é possível selecionar alguns pré-prontos, o que tira parte da diversão. Em uma estadão com argila, você pode moldar livremente como vai ser a sua armadura.
Dependendo do formato, o pote é classificado em uma das classes do game, o que garante uma habilidade especial diferente. Além disso, o formato influencia nos dois fatores mais importantes para a batalha: durabilidade (que é a vida) e capacidade de carga de água.
Outro ponto interessante do game é a influência do formato do pote na jogabilidade. Potes maiores possuem mais capacidade para levar água e apagar o fogo adversário, mas não podem entrar em certos locais, como buracos que levam para áreas “secretas” na arena.
Com essas mecânicas, a montagem de potes e trabalho em equipe faz bastante diferença na hora de jogar. Afinal, se o time de quatro jogadores combinar bem, é possível montar uma equipe matadora com potes para flanquear, defender e atacar. Tudo bem lúdico, mas com bastante abertura para estratégias.
Pancadaria em arena é divertida
Quando os jogadores partem para a pancadaria, a experiência é bem divertida. As partidas são rápidas: os competidores nascem em lados opostos do mapa e precisam atravessar a arena para chegar até o forno inimigo e jogar água na caldeira adversária.
Cada fornalha possui uma barra de energia e três vidas; o time que apagar todo o fogo primeiro é o vencedor. No entanto, o ciclo de gameplay vai além do encontro entre jogadores para uma troca franca de pancadaria.
A arena que estava disponível no open beta, por exemplo, conta com uma discoteca. Ao pisar em blocos brilhantes no chão, o personagem começava a dançar, impedindo de atacar ou seguir em frente.
Além disso, os jogadores de cada equipe nascem em frente ao forno que precisa ser defendido dos adversários. Com isso, o ciclo de gameplay sempre envolve ataques surpresa e estratégias para escapar de pancadas que podem quebrar seu pote ou derramar água.
A progressão apresentada no open beta também é promissora. O jogo traz um sistema de níveis que libera novos itens cosméticos, além de mais argila para construir potes diferentes. Com a abordagem certa no pós-lançamento, Kiln pode encontrar um lugar ao sol no mercado competitivo de jogos multiplayer e garantir um nicho para chamar de seu.
A ausência do multiplayer local
Enquanto o jogo é muito divertido, a única coisa que senti falta no game foi a presença de um modo voltado para multiplayer local. Em sua versão atual, Kiln é vendido exclusivamente como uma experiência online para equipes de quatro jogadores.
A fórmula de gameplay atual, com batalhas em arenas e visão isométrica, dificulta a implementação de um modo com tela dividida. Ainda assim, seria interessante o time da Double Fine lançar um modo separado voltado para combates locais.
O sucesso e longevidade de jogos como Bumerang Fu e Overcooked mostram que existe um mercado para party games com multiplayer local, seja no Xbox ou em outras plataformas. Ter a possibilidade de construir potes e cair na pancada com os amigos em tela dividida seria uma ótima adição em Kiln — vamos torcer para que algo assim esteja no roadmap pós-lançamento do projeto.
Vale a pena ficar de olho?
Kiln chega com uma ideia diferente e divertida de multiplayer. Mesmo com o conteúdo limitado no open beta, já deu para sentir que o game pode ser uma experiência divertida para quem curte jogos mais experimentais e para serem aproveitados com a galera.
Para quem assina o Game Pass, vale a pena dar uma chance ao game. Por outro lado, com valores partindo de R$ 69,00 em sua compra, o jogo acaba tendo um preço maior que outros multiplayer que trazem uma vibe similar para gmeplay em grupo, como é o caso de Peak e R.E.P.O. Com isso em mente, vale a pena estudar se o investimento vale para você — e se os seus amigos estão dispostos a entrar nessa aventura ao seu lado.
Kiln tem lançamento marcado para 23 de abril no PC, PS5 e Xbox Series S e X. O jogo estreia direto no Xbox Game Pass Ultimate.








