A cronologia de God of War nunca foi exatamente… divina em organização. A franquia começou lá no PlayStation 2, atravessou portáteis, celulares, HQs e ainda deu um salto mitológico da Grécia para os reinos nórdicos. E, agora, rolam rumores de uma viagem para o Egito.
Resultado? A ordem de lançamento não acompanha a ordem dos acontecimentos — e quem tenta jogar “no automático” pode acabar viajando no tempo sem perceber.
Se você quer acompanhar a jornada de Kratos de forma linear — entendendo como o Fantasma de Esparta saiu do pacto com Ares até encarar o Ragnarök — este guia do Jornal dos Jogos organiza toda a cronologia após Sons of Sparta, incluindo games, HQs e conteúdos complementares.
Pegue as Lâminas do Caos (ou o machado Leviatã) e vem com a gente conferir todos os jogos principais da franquia.
A cronologia de God of War após Sons of Sparta
A linha do tempo abaixo considera os eventos na ordem em que acontecem dentro da história, não na ordem de lançamento.
1) God of War: Sons of Sparta
O jogo mais recente da franquia também é a porta de entrada para a história de Kratos. Trazendo um visual retrô, Sons of Sparta acompanha a juventude de Kratos e seu irmão Deimos, quando ainda eram recrutas espartanos.
Apesar do estilo diferente, o game é importante na narrativa da série, pois mostra Kratos antes de ser o lendário “bom de guerra”, como diziam os brasileiros na época do PS2.
2) God of War: Ascension
Ambientado cerca de seis meses após Kratos ser enganado por Ares e matar sua própria família, o jogo mostra sua tentativa de romper o juramento com o deus da guerra. É aqui que enfrentamos as Fúrias e vemos o início da ruptura definitiva entre Kratos e o Olimpo.
Apesar de divisivo entre fãs, é o ponto de partida cronológico da saga. O título pode ser jogado no PS3.
3) God of War: Chains of Olympus
Durante os anos de serviço aos deuses, Kratos enfrenta Morfeu e Perséfone. A história aprofunda seu conflito interno ao colocá-lo diante da chance de reencontrar sua filha nos Campos Elísios.
É curto, mas emocionalmente importante para entender o peso da culpa que move o personagem. Atualmente, pode ser jogado no icônico PSP e também no PS3, em versãao remasterizada.
4) God of War
Aqui começa oficialmente a ascensão (e a tragédia pública) do Fantasma de Esparta. Kratos derrota Ares usando o poder da Caixa de Pandora — mas libera os males no mundo e assume o posto de novo Deus da Guerra.
O jogo estabelece o tom brutal da trilogia grega que fez o personagem se tornar amado por muitos jogadores no PS2.
5) God of War: Ghost of Sparta
Ambientado entre o primeiro e o segundo jogo principal, aprofunda o passado de Kratos ao introduzir sua mãe e seu irmão Deimos. É aqui que o ódio contra os deuses ganha novas camadas.
O drama familiar nível Olimpo está disponível para jogar no PSP e PS3, em uma versão remasterizada.
6) God of War: Betrayal
O capítulo “perdido” da franquia. Lançado para celulares Java, o game mostra Kratos desafiando ordens de Zeus e ampliando o conflito com o Olimpo. Hoje é difícil de jogar, mas faz parte oficial da linha do tempo.
7) God of War II
No jogo mais icônico da franquia no PS2, Zeus trai Kratos, que inicia sua guerra definitiva contra os deuses. Viagens no tempo, Titãs como aliados e revelações familiares elevam o conflito a níveis absurdos (literalmente).
O título foi lançado originalmente no PS2 e depois deu as caras no PS3 em uma remasterização da saga. O game também chega em plataformas modernas futuramente com God of War Trilogy Remake.
8) God of War III
Continuação direta do segundo jogo, elevou o nível da franquia no PlayStation 3, onde pode ser jogado até hoje. Aqui acontece a queda do Olimpo, em um dos games mais épicos de sua geração.
Poseidon, Hades, Hermes, Hera… ninguém está seguro quando Kratos decide resolver pendências. É o encerramento brutal da saga grega, e a abertura de uma porta para o futuro.
A transição entre mitologias: HQs e prelúdios
Após os eventos da Grécia, entram materiais que ajudam a conectar o Kratos antigo ao pai nórdico.
9) God of War (DC Comics) - Expande eventos da era grega.
10) God of War: Fallen God - Mostra Kratos lidando com as consequências da destruição do Olimpo antes de migrar para o norte.
11) God of War (Dark Horse Comics) - Serve como ponte direta para os acontecimentos na mitologia nórdica.
12) God of War: A Call From The Wilds - Prelúdio em formato interativo focado em Atreus.
13) God of War: Mimir’s Vision - Material complementar para celulares Android e iOS ambientado antes do jogo de 2018.
A saga nórdica
Na geração PS4, a franquia God of War retornou com um recomeço para Kratos, mas sem esquecer do passado. Assim, temos a saga nórdica de God of War.
14) God of War
Um “recomeço” que é, na verdade, continuação direta. Kratos vive nos reinos nórdicos com seu filho Atreus e tenta enterrar o passado — mas o passado tem mania de voltar armado.
O foco muda: menos massacre desenfreado, mais desenvolvimento emocional (mas ainda com bastante pancadaria). O título pode ser jogado no PS4 e PS5 atualmente.
15) God of War Ragnarök
Três anos depois, o Fimbulwinter anuncia o fim dos tempos. Thor, Odin e Freya entram em cena enquanto pai e filho enfrentam as consequências das profecias.
É o fechamento da saga nórdica, disponível no PS4 e PS5.
16) God of War Ragnarök: Valhalla
DLC gratuito que funciona como epílogo emocional. Em formato roguelike, explora o passado de Kratos e oferece uma espécie de catarse final para o personagem.
Ordem cronológica resumida para jogar God of War
Se você quer jogar tudo na sequência correta da história, siga esta lista:
God of War: Sons of Sparta
God of War: Ascension
God of War: Chains of Olympus
God of War
God of War: Ghost of Sparta
God of War: Betrayal
God of War II
God of War III
HQs e materiais de transição
God of War (2018)
God of War Ragnarök
God of War Ragnarök: Valhalla
No fim das contas, a cronologia de God of War mostra algo raro nos games: a transformação real de um personagem. Kratos começa como um agente da vingança cega e termina tentando quebrar o ciclo de violência — algo que ecoa desde a Grécia até os nove reinos.
E se tem uma coisa que aprendemos nessa linha do tempo é que, em God of War, deuses caem… mas as consequências sempre permanecem.






