Terminator 2D: No Fate é uma diversão Arcade à moda antiga - Review
Título mantém boa fase da franquia nos videogames. Confira a análise completa!
A franquia do Exterminador do Futuro tem uma longa história no mundo dos videogames. Com vários títulos lançados desde 1991, tivemos muitos jogos duvidosos, como Terminator Salvation, e os inúmeros jogos que adaptaram o segundo filme.
Porém, ao que parece, a franquia tem passado por uma boa fase no mundo dos jogos. Após Terminator Resistance, de 2019, ser amado pelos fãs e o anúncio de Terminator Survivors, agora, temos Terminator 2D: No Fate, que busca novamente adaptar o popular segundo filme.
O jogo é desenvolvido pela Bitmap Bureau, a desenvolvedora de Xeno Crisis, um Run n Gun de vista de cima ao melhor estilo arcade. Aqui, o jogo segue os moldes de clássicos como Metal Slug e Contra.
Mas, no final das contas, essa junção funcionou ou foi mais uma tentativa fracassada de adaptar o icônico filme? Confira a review completa agora.
Ficha Técnica
Jogo: Terminator 2D No Fate
Desenvolvedora: BitMap
Lançamento: 12 de dezembro de 2025
Onde Jogar: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e PC
Plataforma de Teste: PlayStation 5
Preço: R$ 169,90
Tiroteio à moda antiga
A gameplay de No Fate funciona como um jogo de correr e atirar de fliperama, aos moldes de Metal Slug, em que se atira em tudo que aparecer na tela, trazendo a diversão de um jogo de fliperama para os consoles.
No jogo, você joga com três personagens: Sarah Connor, a qual será a personagem mais utilizada; John Connor (adulto); e T-800, que é o personagem menos usado na história. Cada personagem possui armas e mecânicas diferentes, a fim de evitar que todos pareçam iguais na gameplay.
Sarah é equipada com uma pistola, com a possibilidade de encontrar outras armas escondidas pelo cenário. John, que é jogável apenas nas fases do futuro, é equipado com rifles de plasma e bombas de cano.
Uma grande diferença do rifle de plasma para as metralhadoras comuns que podemos encontrar nas fases da Sarah é a de que podemos usar Power-Ups aos moldes de Contra para o rifle. Além disso, temos mecânicas de cobertura ao longo das fases do futuro. Já nas fases do T-800, utilizamos mais a força bruta, além de uma metralhadora giratória.
Além disso, para evitar que o jogo caia na repetitividade, temos segmentos de gameplay que fogem do básico correr e atirar, como a parte em que Sarah deve fugir do sanatório, onde o foco é se esgueirar e não ser vista, ou a parte da icônica cena em que o T-1000 persegue John Connor em um caminhão, onde devemos fugir do exterminador.
A melhor coisa sobre a gameplay é quão fácil de entender e intuitiva ela é. Os controles respondem bem, trazendo uma fluidez para o gameplay e garantindo um combate rápido e preciso.
Uma história familiar, porém inédita
O jogo segue a história do filme de maneira fiel, porém tomando algumas liberdades. A começar pelo fato de que, no jogo, foram adicionados momentos que contextualizam a história do filme, além da adição das sessões do futuro.
Além disso, o jogo possui finais alternativos. Porém, as rotas alternativas só são desbloqueadas após a primeira jogatina, que não é muito longa, levando cerca de 30 minutos para terminar o jogo na dificuldade normal. E, por falar em duração, devido às rotas alternativas e à curta duração, No Fate incentiva múltiplas jogadas, justamente para descobrir novos finais, além de desbloquear outros modos de jogo.
De primeira, somente os modos História e Fliperama estão desbloqueados. Esse último é essencialmente o modo História, só que sem vidas extras, que no modo padrão são 3 e podem ser coletadas ao longo das fases.
O modo Fliperama é recomendado para os jogadores mais experientes. Afinal, se perder todas as vidas, você volta do começo do jogo, o que parece uma escolha um tanto estranha para os dias atuais no caso do modo História, que também traz esse detalhe.
Em sequência, é possível desbloquear os modos Boss Rush, Modo Infinito e o modo Mãe do Futuro, que trazem mais diversidade para o gameplay.
O Som do Metal
Destaque tem que ser dado ao trabalho sonoro feito no jogo. Os efeitos sonoros de tiro, tanto das armas de fogo quanto das de plasma, são bastante satisfatórios, assim como os sons das explosões e dos robôs, além das vozes de narração feitas no começo das fases.
Outro grande destaque deve ser dado à excelente trilha sonora composta por Featurecast, que faz um ótimo trabalho em misturar trilhas do filme compostas por Brad Fidel, como o tema principal e o tema do T-1000, com trilhas originais do jogo. Isso é surpreendente, pois geralmente jogos baseados em filmes raramente usam trilhas dos filmes em que são baseados, utilizando temas originais ou temas de filmes anteriores, no caso de franquias.
Um dos maiores acertos da trilha sonora é utilizar elementos clássicos de trilhas de jogos de fliperama, como o uso de guitarras elétricas e batidas eletrônicas, que parecem ter sido tiradas do final dos anos 90.
Terminator 2D: No Fate vale a pena?
No fim, Terminator 2D: No Fate acerta em apostar no simples, com uma divertida gameplay de correr e atirar, além da adição de outros elementos de gameplay para manter a experiência variada durante seu tempo de jogo. Além disso, possui bastante conteúdo extra para manter o jogador interessado.
O jogo possui, além disso, uma bela apresentação com seus gráficos 16-bit. A apresentação ainda inclui belas ilustrações entre as missões, que inclusive utilizam os rostos dos atores, com a exceção de Arnold Schwarzenegger no papel de T-800, devido ao alto custo de se conseguir os direitos de imagem do ator.
Com tudo isso, Terminator 2D: No Fate é uma ótima pedida para os fãs da franquia e fãs de jogos ao estilo retrô, trazendo, enfim, uma adaptação digna do clássico segundo filme para o mundo dos jogos.
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