Resident Evil Requiem é o ápice moderno da franquia - Análise
Novo capítulo da Capcom mistura terror clássico e ação cinematográfica em uma experiência que agrada fãs antigos e convida novos jogadores. Confira review do Jornal
Resident Evil Requiem chegou causando tanto impacto que nem é preciso falar muita coisa para provar que o jogo é, sim muito bom. O novo capítulo da franquia está com notas altíssimas no Metacritic e vendeu mais de 5 milhões de cópias em menos de uma semana, provando que o interesse pela série continua mais vivo do que nunca.
Mas se você ainda não entende todo esse alvoroço, a review do Jornal dos Jogos pode ajudar a explicar. Não só isso, a análise também traz informações que podem te ajudar a saber se você faz parte do público que vai se empolgar jogando.
Afinal, Requiem é essencialmente um grande “amálgama” da franquia, reunindo tudo que fez Resident Evil se tornar um fenômeno. No entanto, isso inclui tanto suas qualidades quanto algumas características que sempre dividiram opiniões.
O resultado é um jogo que funciona como homenagem para quem acompanha a saga há décadas, mas que também pode gerar reações diferentes dependendo do tipo de jogador. A seguir, contamos como foi nossa experiência completa com o game, testado no Xbox Series X, com cópia cedida pela Capcom.
Ficha técnica
Jogo: Resident Evil Requiem
Desenvolvedora: Capcom
Lançamento: 27 de fevereiro de 2026
Onde jogar: PlayStation 5, Xbox Series S/X e PC
Plataforma de teste: Xbox Series X
Preço: A partir de R$ 299
Uma história que funciona, mesmo sem querer ganhar o Oscar
A franquia Resident Evil nunca foi conhecida por roteiros complexos ou histórias dignas de premiações cinematográficas. Ao longo dos anos, a série sempre priorizou atmosfera, tensão e gameplay acima de qualquer pretensão narrativa.
Resident Evil Requiem segue exatamente essa filosofia, e funciona bem dentro dela. A história acompanha Grace Ashcroft, uma analista de inteligência do FBI que carrega um passado complicado e que se envolve em uma investigação envolvendo mortes misteriosas.
Essas mortes atingem sobreviventes parecem estar ligadas a uma manifestação tardia do T-Virus, o responsável pela tragédia de Raccoon City. O caso leva Grace até o abandonado Hotel Wrenwood, um local que também guarda relação direta com a morte de sua própria mãe anos antes.
Ao mesmo tempo, outro velho conhecido da franquia também entra em cena. Leon S. Kennedy, conhecido por Resident Evil 2 e 4, retorna agora como um agente experiente no combate ao bioterrorismo.
Leon investiga os mesmos acontecimentos ao lado de Sherry Birkin, outra personagem importante da história da série. Conforme as duas investigações avançam, surge a figura de Victor Gideon, um ex-cientista da Umbrella que parece estar tentando dar continuidade a experimentos ligados ao legado da empresa.
Sem entrar em spoilers, a narrativa leva os jogadores por diversos cenários ligados ao passado da franquia. Entre eles estão instalações médicas abandonadas, hotéis decadentes e até mesmo regiões próximas das ruínas de Raccoon City.
A história poderia ter mais profundidade em alguns momentos, especialmente no desenvolvimento de certos personagens. Ainda assim, ela cumpre exatamente o papel que deveria cumprir: sustentar a tensão e manter o jogador interessado em avançar pela campanha.
Mesmo não sendo algo extremamente elaborado, cada passo da narrativa funciona muito bem para deixar o jogador engajado entre puzzles e ações. No fim das contas, Resident Evil continua sendo Resident Evil, mostrando que sempre precisamos de um roteiro digno do Oscar para nos divertir quando o gameplay faz tão bem o seu trabalho.
Dois protagonistas, dois estilos de gameplay
Se a história funciona como suporte para a experiência, é no gameplay que Resident Evil Requiem realmente brilha. A Capcom deixou claro que revisitou elementos clássicos da franquia para equilibrar nostalgia e modernidade.
O resultado é uma estrutura dividida entre dois protagonistas com estilos completamente diferentes de jogar. Essa alternância ajuda a manter a campanha dinâmica e evita que a experiência se torne repetitiva.
As seções com Grace representam o lado mais tradicional do survival horror. Recursos limitados, exploração cuidadosa e momentos de puro desespero definem sua jornada ao longo do jogo, garantindo sustos e muito suspense a cada canto escuro.
Grande parte dessas áreas envolve investigação, resolução de puzzles e gerenciamento de itens. Esse estilo lembra bastante os primeiros jogos da franquia e cria uma sensação constante de vulnerabilidade, trazendo nostalgia e frescor ao mesmo tempo.
Em determinados momentos, Grace também precisa fugir de criaturas que a perseguem pelos cenários. Essas sequências criam momentos bastante tensos, já que se esconder ou distrair o inimigo muitas vezes é a única alternativa.
Explorar locais como centros médicos abandonados ou hotéis em ruínas enquanto algo gigante te caça pelos corredores é o tipo de situação que faz o coração acelerar. A protagonista também reforça o lado mais humano da história, já que ela não possui as mesmas habilidades de combate de outros personagens da série.
Já Leon representa o outro lado de Resident Evil. Mesmo mais velho, o personagem continua sendo praticamente uma máquina de combate: aqui, você não passa aperto com munição, mas tem que lidar com mais inimigos, além de monstros maiores e mais fortes.
Suas seções focam muito mais na ação e oferecem acesso a diversas armas, confrontos intensos e sequências que lembram os momentos mais explosivos da franquia. Leon também pode utilizar golpes corpo a corpo e improvisar com armas encontradas no cenário, tornando os combates mais dinâmicos.
Esse contraste entre terror e ação cria um ritmo interessante para a campanha. Quando o jogador começa a se acostumar com um estilo, o jogo muda para o outro e renova a experiência.
Por padrão, o jogo também muda automaticamente a câmera para tornar a experiência ainda mais interessante: enquanto Grace vem com a perspectiva em primeira pessoa “de fábrica”, Leon aparece em terceira pessoa. Você pode alterar a qualquer momento essa visão, mas a escolha natural da Capcom funciona muito bem.
Quando a fórmula se repete demais
Apesar de o gameplay ser bem legal na maior parte do tempo, a estrutura do gameplay também revela alguns pontos mais divisivos de Resident Evil Requiem. Isso acontece principalmente por conta da repetição de certas fórmulas ao longo da campanha, o que pode afastar jogadores que não gostam desses padrões.
As seções de Grace seguem um ciclo bastante claro. O jogador precisa explorar um ambiente fechado, coletar itens importantes, resolver puzzles complexos e eventualmente escapar da ameaça que domina o local.
Nas primeiras vezes, esse formato funciona perfeitamente e cria momentos realmente tensos. Porém, conforme o jogo avança, o fator surpresa diminui e a experiência passa a focar mais na resolução dos quebra-cabeças.
Já as sequências de Leon podem trazer flashbacks do Vietnã de Resident Evil 6, especialmente para jogadores que preferem o lado mais focado no terror da franquia. Ainda assim, a execução aqui é muito mais refinada do que naquele jogo.
A repetição dessas fórmulas, na verdade, funciona bem para quem joga há anos ou sempre flertou com jogos da franquia, mas nunca soube por onde começar. Ainda assim, vale deixar o aviso que, mesmo sendo ótimo, o título pode não ser pra todo mundo.
Um espetáculo visual da Capcom
Se no gameplay Resident Evil Requiem já impressiona, na parte técnica ele se torna um verdadeiro espetáculo. O jogo representa o ápice tecnológico da Capcom até agora nos videogames.
Os cenários são extremamente detalhados e a iluminação ajuda a construir uma atmosfera assustadora em praticamente todos os ambientes. Os modelos de personagens também impressionam, principalmente nas expressões faciais durante as cenas mais dramáticas.
No Xbox Series X, onde realizamos nossa análise, a experiência foi extremamente estável. Durante toda a campanha não encontramos problemas técnicos relevantes que atrapalhassem o progresso no jogo. Tudo fluiu exatamente como esperado.
Outro detalhe interessante é o suporte ao Quick Resume do console. Esse recurso permite retomar a campanha quase instantaneamente sempre que o videogame é ligado. Você praticamente não vê os menus e pode “pausar” o jogo e ir embora a qualquer momento, até mesmo durante custscenes.
Falando em cutscenes, Resident Evil Requiem vem totalmente dublado em português brasileiro, e traz um elenco de voz condizente com a experiência. Seja com Leon ou Grace, a versão dublada traz uma experiência a par do que temos em outros idiomas.
O jogo também conta com suporte a Ray Tracing nos consoles, trazendo reflexos e iluminação mais realistas que ajudam a reforçar a ambientação. Esse cuidado técnico faz bastante diferença em ambientes escuros e cenários fechados.
Ainda assim, a versão mais impressionante visualmente está no PC. Como comentamos em nossa prévia de primeiras impressões, o suporte a Path Tracing eleva o nível de realismo da iluminação para um patamar ainda mais alto.
Mesmo com essa diferença, a versão de Xbox Series X continua extremamente competente. Os visuais impressionam e ajudam a tornar a jornada com Leon e Grace ainda mais imersiva, dando um gosto de todo o potencial que atual geração ainda possui para entregar.
Vale a pena jogar Resident Evil Requiem?
Resident Evil Requiem é provavelmente o melhor jogo da franquia até agora, e isso não é exagero. Ele funciona tanto como uma excelente porta de entrada para novos jogadores quanto como um verdadeiro presente para fãs de longa data.
Mesmo sendo uma experiência relativamente curta, o jogo apresenta um bom fator de rejogabilidade. Existem diferentes níveis de dificuldade e desafios adicionais que incentivam revisitar a campanha. Jogadores mais corajosos também podem encarar o modo Insano, que oferece uma experiência muito mais brutal.
Resident Evil Requiem é provavelmente o melhor jogo da franquia até agora, e isso não é exagero.
Trazendo excelência técnica e muita diversão, Requiem é a Capcom jogando no seguro, mas evoluindo tudo aquilo que já funcionava dentro da franquia. E às vezes isso é exatamente o que os fãs querem.
Se você gosta de survival horror ou quer conhecer uma das franquias mais importantes da história dos videogames, Resident Evil Requiem é uma experiência que merece sua atenção. Mas se prepare, pois o coração pode pular mais que o normal com alguns sustos.
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