Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration vale a pena no Switch? Confira review
Um dos melhores jogos de Lara Croft chega ao Switch 2 envelhecendo como vinho, mas comete alguns tropeços. Saiba mais na análise a seguir!
Lançado originalmente em 2015, Rise of the Tomb Raider marcou um dos momentos mais fortes da trilogia Survivor ao aprofundar a jornada de Lara Croft e expandir tudo o que o reboot de 2013 havia construído. Agora, mais de uma década depois, a aventura retorna em uma edição completa para Nintendo Switch 2, trazendo todo o conteúdo adicional lançado ao longo dos anos.
Durante uma Nintendo Direct histórica, a Nintendo anunciou diversas novidades para os jogadores, mas também surpreendeu ao lançar imediatamente Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration no novo console. Depois de revisitar essa jornada na Sibéria com uma cópia cedida pela desenvolvedora Aspyr, chegou a hora de responder a pergunta que muitos fãs estão fazendo: vale a pena embarcar nessa expedição no Switch 2?
Ficha Técnica
Jogo: Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration
Lançamento: 9 de junho de 2026 (Switch 2)
Onde jogar: PS4, Xbox One, PC, Nintendo Switch 2
Plataforma de teste: Nintendo Switch 2
Preço: A partir de R$ 129,95
Game segue tão bom quanto na época do lançamento
Olhando para gameplay e narrativa, Rise of the Tomb Raider continua sendo um excelente jogo mesmo mais de dez anos após seu lançamento original. Eu joguei essa aventura na época em que ela chegou ao mercado e fiquei impressionada ao perceber como ela continua divertida, envolvente e visualmente marcante.
A sequência pega tudo o que funcionava no reboot de 2013 e amplia a fórmula de maneira inteligente, oferecendo mais exploração, mais tumbas opcionais e uma progressão mais recompensadora. Ao invés de depender tanto de eventos rápidos e sequências cinematográficas, o jogo dá mais espaço para o jogador realmente explorar ambientes, resolver quebra-cabeças e descobrir segredos escondidos.
A história acompanha Lara Croft em uma jornada pela Sibéria enquanto busca a lendária cidade de Kitezh e tenta desvendar mistérios ligados à imortalidade. Sem entrar em spoilers, a trama consegue equilibrar ação, exploração e desenvolvimento da protagonista de uma forma muito eficiente, mostrando uma Lara mais experiente, mas ainda lidando com as consequências dos eventos do jogo anterior.
Gameplay divertido e cheio de possibilidades
O gameplay também continua extremamente sólido graças à variedade de abordagens disponíveis durante a aventura. É possível partir para o combate direto utilizando rifles, pistolas e escopetas, mas também existe bastante espaço para furtividade, uso estratégico do arco e flecha e eliminação silenciosa dos inimigos.
As áreas semiabertas continuam sendo um dos grandes destaques da experiência, já que incentivam a exploração constante em busca de recursos, documentos, relíquias e desafios opcionais. A coleta de materiais para fabricação de equipamentos e munições ajuda a manter a sensação de sobrevivência sem transformar a aventura em algo cansativo ou excessivamente complexo.
As tumbas opcionais merecem destaque especial porque representam exatamente aquilo que muitos fãs associam ao nome Tomb Raider. Elas trazem quebra-cabeças criativos, desafios ambientais interessantes e recompensas realmente úteis, tornando a exploração muito mais satisfatória do que simplesmente seguir a campanha principal.
Visualmente, o jogo também continua impressionando. Os cenários congelados da Sibéria, as cavernas iluminadas por tochas e as antigas ruínas escondidas pela neve ajudam a criar uma atmosfera que permanece bonita mesmo em 2026 — especialmente considerando que estamos falando de um título originalmente lançado em 2015.
Outro ponto positivo é a localização em português brasileiro, que ajuda bastante na imersão durante a campanha. A combinação entre dublagem, trilha sonora e direção cinematográfica faz com que a jornada de Lara continue sendo extremamente envolvente do início ao fim, independente da plataforma.
Performance deixa a desejar no Switch 2
Enquanto o jogo segue tão divertido quanto em seu lançamento original, o trabalho de adaptação para o Nintendo Switch 2 claramente poderia ter ido além. Em seu lançamento surpresa, Rise of the Tomb Raider chegou rodando a 30 quadros por segundo tanto no modo portátil quanto quando conectado à TV.
Um framerate mais alto faria bastante diferença principalmente durante os combates e nas sequências mais movimentadas. Ainda assim, é importante destacar que os 30 FPS permanecem relativamente estáveis durante boa parte da aventura, permitindo aproveitar a experiência sem grandes problemas.
Os tempos de carregamento são rápidos e a estabilidade geral é superior ao que muitos jogadores encontraram nas versões originais para Xbox One e PlayStation 4. Mesmo assim, fica difícil ignorar a sensação de que havia espaço para oferecer ao menos um modo de desempenho com taxa de quadros mais elevada.
Durante a análise também encontrei alguns problemas ocasionais relacionados ao carregamento de texturas. Em determinadas áreas mais complexas, alguns elementos do cenário demoram alguns segundos para aparecer completamente, algo que não chega a comprometer a jogabilidade, mas que chama atenção.
Em algumas cenas mais carregadas visualmente, a combinação entre movimentos de câmera e os 30 FPS também me causou um pequeno desconforto. Felizmente isso aconteceu poucas vezes durante a campanha e não chegou a atrapalhar a progressão de forma significativa.
Por outro lado, os gráficos continuam bastante bonitos para um jogo portátil. Os modelos dos personagens seguem detalhados, os ambientes mantêm boa qualidade visual e a iluminação dentro de cavernas e ruínas ainda impressiona mesmo após tantos anos.
O pacote também chega bastante completo em recursos e conteúdo. Além de incluir todas as DLCs lançadas para o jogo, a edição conta com funcionalidades online, suporte ao modo mouse dos Joy-Con 2, mira por movimento e vibração HD Rumble 2, ampliando as opções para diferentes estilos de jogador.
Ainda assim, a sensação que fica é que a Aspyr adotou uma abordagem bastante conservadora para esse lançamento. Estamos falando de um jogo de 2015 rodando em um hardware que já demonstrou capacidade para entregar resultados muito mais ambiciosos em títulos modernos, o que torna a ausência de um modo de 60 FPS ainda mais difícil de entender.
Vale a pena?
Rise of the Tomb Raider continua sendo um dos melhores jogos protagonizados por Lara Croft e envelheceu surpreendentemente bem. Sua combinação de exploração, combate, quebra-cabeças e narrativa ainda funciona com eficiência e mostra por que ele continua sendo tão lembrado pelos fãs da franquia.
O port para Nintendo Switch 2 poderia ter sido mais ambicioso e certamente se beneficiaria de opções gráficas adicionais ou de um modo com 60 quadros por segundo. Ainda assim, a experiência entregue é competente, estável e traz uma enorme quantidade de conteúdo em um único pacote.
Para fãs de jogos de aventura, exploração e ação cinematográfica, a recomendação continua sendo fácil. Se aparecer em promoção, melhor ainda, mas mesmo pelo preço atual Rise of the Tomb Raider segue sendo uma excelente aventura para levar na mochila e jogar em qualquer lugar.
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