Xbox Game Pass fica mais barato no Brasil! Confira preços e alterações
A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, começou a trabalhar no preço alto do Game Pass, que ficou mais barato, mas perdeu Call of Duty
O Xbox Game Pass passou por uma reviravolta inesperada — e dessa vez o movimento é pra baixo, no melhor sentido possível. A Microsoft anunciou uma redução significativa nos preços do serviço, atendendo a críticas recentes sobre o custo da assinatura.
A mudança já está valendo a partir de hoje, 21 de abril, e afeta principalmente os planos mais populares. A decisão chega pouco tempo após alterações na liderança da divisão Xbox, agora sob comando de Asha Sharma, que assumiu com a promessa de “reaproximar a marca dos jogadores”.
Ainda neste mês, inclusive, a executiva enviou um memorando para funcionários dizendo que o Game Pass estava “caro demais para os jogadores”. E pelo visto, as ações para contornar esse problema já começaram.
Ainda assim, nem tudo são flores: junto com o desconto, também veio uma mudança importante no catálogo envolvendo Call of Duty.
Xbox Game Pass fica mais barato: veja novos preços no Brasil
A principal novidade anunciada pela gestão de Asha Sharma é a redução no valor do plano Ultimate. O Xbox Game Pass Ultimate caiu de R$ 119,90 para R$ 76,90 por mês, um corte considerável no mercado brasileiro. Já o PC Game Pass também ficou mais acessível, passando de R$ 69,90 para R$ 59,99 mensais.
Xbox Game Pass Ultimate: R$ 76,90 por mês (antes R$ 119,90)
Xbox Game Pass Premium: R$ 59,90/mês
PC Game Pass: R$ 59,99 por mês (antes R$ 69,90)
Xbox Game Pass Essential: R$ 43,90/mês
Embora os valores possam variar dependendo da região, a redução coloca o serviço em um patamar mais competitivo, especialmente considerando o aumento de outubro que havia desagradado parte da comunidade. Em outras palavras: depois de subir demais, a conta voltou a caber no bolso — pelo menos um pouco mais.
Nem tudo é desconto: Call of Duty muda de estratégia
Se por um lado o preço caiu, por outro o catálogo perdeu um dos seus maiores trunfos dos últimos anos. A partir de agora, novos jogos da franquia Call of Duty não chegarão mais no Game Pass no dia do lançamento.
Na prática, isso significa que quem quiser jogar o próximo Call of Duty no lançamento vai precisar comprar o jogo separadamente. Os títulos só devem chegar ao serviço cerca de um ano depois, geralmente no período de festas de fim de ano seguinte ao lançamento original.
Apesar das mudanças, a Microsoft fez questão de reforçar que o restante da experiência do Game Pass permanece intacto. Os assinantes do plano Ultimate continuam tendo acesso a centenas de jogos no console e no PC, além de recursos como multiplayer online e benefícios dentro dos jogos.
Outro ponto importante é que os títulos já disponíveis da franquia Call of Duty continuam no catálogo. Ou seja, quem já joga os games da série pelo serviço não vai perder acesso ao conteúdo existente.
A Microsoft também não mexeu nos outros benefícios do Game Pass Ultimate. Além de outros games continuarem chegando no dia do lançamento, assinaturas como Clube Fortnite, EA Play e Ubisoft Classics+ continuam disponíveis no serviço. Ou seja, a mudança dá a entender que o aumento do ano passado tem nome: Call of Duty.
Por que a Microsoft tomou essa decisão?
Segundo informações divulgadas pela própria empresa, a mudança é uma resposta direta ao feedback da comunidade. Internamente, a percepção era de que o serviço havia se tornado caro demais para muitos jogadores.
A fala de Asha Sharma para os funcionários reforça esse posicionamento, indicando que a empresa busca um modelo mais equilibrado entre custo e valor entregue. Não é exatamente uma autocrítica completa, mas chega perto — e isso já é algo raro no mundo corporativo.
A chegada de Asha Sharma marca uma nova fase para a divisão de games da Microsoft, substituindo Phil Spencer, que esteve à frente da marca durante a consolidação do Game Pass. Além de estar próxima do CEO da empresa, Satya Nadella, a executiva parece interessada em conversar com a comunidade.
Logo de cara, ela montou um time focado em ouvir os feedback dos jogadores, o que pode ter ajudado na mudança no preço do Game Pass. Além disso, a nova gestão também apresentou detalhes do Project Helix, o console de nova geração do Xbox.
Um movimento estratégico em um mercado em transformação
Vale ressaltar que a decisão da Microsoft não acontece do nada e certamente não visa apenas “agradar os jogadores” de coração. O mercado de games vem passando por ajustes importantes, com empresas testando novos modelos de monetização e tentando equilibrar custos crescentes com o comportamento mais cauteloso dos consumidores.
Nesse cenário, reduzir preços pode ser uma forma de manter relevância e evitar perda de assinantes. Ao mesmo tempo, limitar lançamentos de peso no serviço, como Call of Duty, ajuda a preservar receitas diretas com vendas — um clássico “cobertor curto” da indústria.
A nova liderança parece mais focada em ajustes estratégicos rápidos, especialmente diante de um cenário em que o crescimento do serviço já não é tão acelerado quanto antes. Em outras palavras: agora é hora de manter os jogadores, e não apenas conquistar novos.
Além dessas alterações, há indícios de que a Microsoft pode continuar ajustando o serviço nos próximos meses. Entre as possibilidades discutidas no mercado estão novos planos, modelos com anúncios e até pacotes combinados com outros serviços, como a Netflix.
Essas mudanças, no entanto, também abre brechas para mais alterações que podem ser danosas para o consumidor no longo prazo. Enquanto o lançamento de Call of Duty não era unanimidade entre os assinantes, será que a empresa não pode, futuramente, também limitar outros lançamentos diretos no Game Pass, algo que faz parte da natureza do serviço desde seu lançamento?
Nada disso foi confirmado oficialmente por enquanto e muita coisa ainda é especulação, mas a mensagem da empresa é clara: o Game Pass está em transformação. E, ao que tudo indica, esse é só o começo.





